Política

Empresário Rubens Ometto Mello é a pessoa física com o maior volume de doações eleitorais

08 de Outubro de 2026 às 06:57 4 min de leitura

O empresário Rubens Ometto Silveira Mello destinou R$ 6,6 milhões em doações eleitorais para 38 beneficiários, focando em diretórios partidários e candidaturas ao Legislativo. O montante incluiu R$ 2,5 milhões para partidos e R$ 1,7 milhão para 13 candidatos eleitos. O PP foi a legenda que recebeu a maior quantia financeira

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Empresário Rubens Ometto Mello é a pessoa física com o maior volume de doações eleitorais
Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Rubens Ometto Silveira Mello, presidente do conselho de administração da holding Cosan, consolidou-se como a pessoa física com o maior volume de doações eleitorais até o momento. Ao todo, o empresário destinou R$ 6,6 milhões a 38 beneficiários distintos, concentrando seus aportes exclusivamente em candidaturas ao Legislativo e em diretórios partidários.

Distribuição dos Recursos e Resultados

Dos repasses efetuados, R$ 2,5 milhões foram destinados a oito diretórios partidários, sendo R$ 1 milhão para a Direção Nacional do MDB e R$ 600 mil para a direção estadual do Republicanos em Mato Grosso. Outros repasses a diretórios ocorreram no Tocantins (PL - R$ 300 mil), Mato Grosso do Sul (PP - R$ 200 mil), Minas Gerais (PSD - R$ 150 mil), Pernambuco (PL - R$ 100 mil), Paraná (Republicanos - R$ 100 mil) e Mato Grosso (Podemos - R$ 50 mil).

Quanto aos candidatos, o financiamento resultou na eleição de 13 nomes para a Câmara dos Deputados e assembleias legislativas, totalizando R$ 1,70 milhão investidos. O montante destinado a candidatos não eleitos foi de R$ 1,95 milhão (14 pessoas), enquanto três suplentes de assembleias estaduais receberam R$ 450 mil.

O empresário não realizou doações para disputas ao Senado, governos estaduais ou Presidência da República.

Concentração Partidária e Regional

O PSD foi a sigla com o maior número de beneficiários, com cinco doações. O PL e o Republicanos seguiram com quatro repasses cada. Outros partidos contemplados foram PT, PP, MDB, Podemos, PSDB, PSB e Novo, sendo que o PP recebeu a maior quantia financeira entre todas as legendas.

Geograficamente, o estado de São Paulo concentrou mais de um terço dos destinatários. Mato Grosso, Paraná e Sergipe também tiveram relevância, com destaque para o estado nordestino, que recebeu R$ 1 milhão divididos entre três candidaturas.

Detalhamento de Candidaturas

Entre os eleitos com apoio financeiro de Mello, destacam-se:

  • Pedro Lupion (Republicanos-PR): R$ 300 mil (1,76% dos votos)
  • Gustinho Ribeiro (PP-SE): R$ 300 mil (4,5% dos votos)
  • Carlos Alberto Zarattini (PT-SP): R$ 200 mil (0,5% dos votos)
  • Luciano Pimentel (PL-SE): R$ 200 mil (2,22% dos votos)
  • Silvio Costa Filho (Republicanos-PE): R$ 100 mil (3,24% dos votos)
  • Carla Morando (PSD-SP): R$ 100 mil (0,41% dos votos)
  • João Bacelar Filho (PL-BA): R$ 100 mil (1,29% dos votos)
  • Sergio Souza (MDB-PR): R$ 100 mil (1,12% dos votos)
  • Arlindo Chinaglia (PT-SP): R$ 100 mil (0,52% dos votos)
  • Carlos Avallone (PSDB-MT): R$ 50 mil (1,61% dos votos)
  • Capitão Alden (PL-BA): R$ 50 mil (1,27% dos votos)
  • Coronel Roveri (Podemos-MT): R$ 50 mil (2,48% dos votos)
  • Franco Sardelli (PL-SP): R$ 50 mil (0,42% dos votos)

No grupo de suplentes, João Junior (Democratas-MG) recebeu R$ 200 mil, João Barroso Filho (PSDB-CE) R$ 150 mil e Eduardo Botelho (MDB-MT) R$ 100 mil.

Já entre os não eleitos, os maiores repasses foram para Levi Oliveira (PP-SE), com R$ 500 mil, e Marcel Rangel Cruz de Oliveira (PSD-PR), com R$ 300 mil. Outros aportes incluíram Antonio Carlos Rodrigues (Podemos-SP - R$ 200 mil), Mateus Simões (PSD-MG - R$ 150 mil), além de José Dirceu (PT-SP), Jéssica Riva (MDB-MT), Hugo Leal (PSD-RJ), Onyx Lorenzoni (PP-RS), Marco Vinholi (Republicanos-SP) e Thiago Virgílio (Republicanos-RJ), todos com R$ 100 mil. Valores de R$ 50 mil foram destinados a Alex Lacerda (PSB-SP), George Hato (MDB-SP), Rodini (Novo-SP) e Luiz Dalben (PSD-SP).

Regras de Financiamento

A legislação brasileira permite que pessoas físicas apoiem financeiramente campanhas, desde que as doações sejam identificadas e rastreáveis. A arrecadação é permitida até o dia da eleição, exceto para a quitação de dívidas de campanha já contraídas.

As contribuições em dinheiro são limitadas a 10% dos rendimentos brutos do doador no ano anterior ao pleito. Existe também a modalidade de doações estimáveis em dinheiro, que envolve a cessão de bens ou serviços gratuitos. Para esses casos, o limite é de R$ 40 mil; acima desse valor, aplica-se a regra dos 10% da renda bruta. É exigido que os bens pertençam ao doador, que os serviços sejam prestados por ele e que os valores declarados sigam os preços de mercado.

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