Erika Hilton manifesta intenção de disputar a Prefeitura de São Paulo em eleição futura
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) manifestou interesse em disputar a Prefeitura de São Paulo em eleição futura. A parlamentar avalia a permanência no PSOL ou a filiação ao PT após divergências internas sobre a distribuição de recursos e acordos partidários
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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) manifestou a intenção de concorrer à Prefeitura de São Paulo em um pleito futuro. A parlamentar, que obteve 1,5 milhão de votos e foi a mulher mais votada do país para a Câmara dos Deputados, avalia atualmente sua permanência no PSOL ou uma possível filiação ao PT.
Articulações partidárias e candidaturas
A presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, afirmou que a legenda está aberta ao diálogo e disposta a lançar a deputada para um cargo no Poder Executivo, classificando-a como uma excelente candidata. Embora a direção do partido tenha procurado a parlamentar nesta semana para agendar reuniões, Hilton informou que ainda não sabe se a disputa municipal será pauta desses encontros.
A definição sobre o futuro partidário de Erika Hilton depende de conversas com a direção nacional do PSOL. A deputada admitiu insatisfação com a condução do processo eleitoral deste ano e com a percepção de que houve quebra de acordos internos. Em junho, Hilton criticou a distribuição de recursos para as eleições de 2026, alegando que o partido privilegiou candidaturas de pessoas brancas e cisgênero.
Movimentações da esquerda e a Revolução Solidária
O cenário de possíveis desfiliações envolve outros nomes do PSOL, como Guilherme Boulos, Natália Boulos, Rick Azevedo e Luciana Genro, que mantêm interlocução com a cúpula do PT. De acordo com interlocutores próximos ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, a migração desses parlamentares estaria praticamente definida, restando apenas o ajuste das condições de saída junto ao PSOL.
Essas movimentações refletem o distanciamento entre a direção do PSOL e a corrente Revolução Solidária, grupo do qual Erika Hilton e Guilherme Boulos fazem parte. Os principais pontos de conflito incluem:
- Federação com o PT: Proposta defendida pela corrente, mas rejeitada internamente no início do ano.
- Acordos Internos: Críticas da corrente sobre o descumprimento de entendimentos firmados antes do período eleitoral.
- Processo de Desfiliação: Insatisfação com sinalizações de que a direção do PSOL poderia dificultar a saída de membros.
O grupo defende a necessidade de uma atuação mais unificada da esquerda. Apesar das divergências, Erika Hilton declarou manter respeito pelo PSOL e afirmou que ainda existe a possibilidade de encontrar um caminho para permanecer na legenda.