Estados Unidos convidam Brasil para reunião sobre o ressurgimento do terrorismo transnacional de esquerda
Os Estados Unidos convidaram o Brasil para uma reunião em Washington na próxima semana sobre o terrorismo transnacional de esquerda. O evento, confirmado por ambos os governos, ocorre após Donald Trump classificar o movimento Antifa como organização terrorista
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O governo dos Estados Unidos convidou o Brasil para participar de um encontro em Washington, na próxima semana, com o objetivo de discutir o ressurgimento do terrorismo transnacional de esquerda. A realização do evento foi confirmada pelo Departamento de Estado norte-americano e pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
A iniciativa ocorre após Donald Trump assinar, em 2025, uma ordem executiva que classifica o movimento Antifa — sigla para antifascistas, composto por vertentes da esquerda e extrema esquerda — como organização terrorista. Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado, justificou a organização da cúpula ao afirmar que o terrorismo de extrema esquerda representa uma ameaça antiga que volta a ganhar força por meio de conexões internacionais.
A movimentação do governo Trump sucede a promessa de medidas contra grupos de esquerda após a morte do ativista de direita Charlie Kirk. No entanto, as investigações sobre o crime não apontam envolvimento de militantes de esquerda, visto que o principal suspeito, Tyler Robinson, identifica-se como militante de extrema direita.
A estratégia de combate ao Antifa enfrenta questionamentos técnicos. No campo da ciência política, prevalece o entendimento de que o movimento não possui um comando centralizado, operando através de ativistas independentes. Embora especialistas em antiterrorismo também argumentem que o grupo não constitui uma entidade organizada, existem acusações de que integrantes do Antifa participaram de ataques armados em território estadunidense.
A organização de uma cúpula internacional focada no enfrentamento aos Antifas e a grupos similares já havia sido antecipada por reportagens da agência Reuters em março.