Política

Estados Unidos pedem ao Brasil que garanta a candidatura de dissidentes políticos nas eleições de 2026

17 de Setembro de 2026 às 09:57 2 min de leitura

Os Estados Unidos solicitaram ao Itamaraty que o Brasil assegure a candidatura de dissidentes políticos nas eleições de 2026. O pedido ocorreu durante negociações sobre tarifas comerciais e tramitou entre equipes técnicas das diplomacias

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Estados Unidos pedem ao Brasil que garanta a candidatura de dissidentes políticos nas eleições de 2026
Ricardo stuckert/Presidência da República

O governo dos Estados Unidos solicitou formalmente ao Itamaraty que o Brasil garanta a possibilidade de candidatura de dissidentes políticos nas eleições de 2026. A exigência foi formalizada em um documento enviado à diplomacia brasileira, conforme confirmado por fontes do Ministério das Relações Exteriores nesta quinta-feira (17).

Contexto das negociações e tarifas

A proposta norte-americana foi apresentada durante as tratativas referentes ao tarifaço anunciado pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros no ano passado. O pedido circulou exclusivamente entre as equipes técnicas das duas diplomacias, sem que a demanda chegasse ao conhecimento de autoridades de alto escalão, como o ministro Mauro Vieira, o secretário de Estado Marco Rubio, ou os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva.

Justificativas e referências políticas

Embora Washington não tenha detalhado a lista de indivíduos classificados como "dissidentes", o presidente Donald Trump já havia manifestado críticas ao cenário jurídico brasileiro. Em carta enviada a Lula no ano passado, Trump justificou a elevação das tarifas comerciais alegando a existência de ataques insidiosos do Brasil contra a liberdade eleitoral.

No mesmo documento, o republicano citou nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro e classificou como uma vergonha internacional o processo de julgamento conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), acusando o país de promover uma "caça às bruxas".

Até o momento, o governo dos Estados Unidos não se pronunciou oficialmente sobre a confirmação do pedido.

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