Política

Federação do PT oficializa apoio à reeleição de Hugo Motta para a presidência da Câmara

27 de Outubro de 2026 às 18:51 3 min de leitura

A federação PT, PV e PC do B oficializou apoio à reeleição de Hugo Motta para a presidência da Câmara dos Deputados. O grupo soma-se a outras 14 legendas, totalizando 15 partidos na base de apoio ao parlamentar. A eleição está prevista para fevereiro de 2027

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Federação do PT oficializa apoio à reeleição de Hugo Motta para a presidência da Câmara
Marina Ramos / Câmara dos Deputados

A federação composta por PT, PV e PC do B oficializou, nesta terça-feira (27), o apoio à reeleição do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados. A decisão foi tomada após reunião da bancada partidária e um encontro com o parlamentar paraibano.

Com a adesão do grupo, o arco de apoio a Motta expande-se para 15 legendas, incluindo o PSB, PDT, PSD, MDB, Podemos, além das federações União Brasil e PP, PSDB e Cidadania, e Solidariedade e PRD, somando-se ao próprio Republicanos.

O PT já possuía histórico de apoio a Motta na eleição de 2025 e, atualmente, detém a primeira secretaria da mesa diretora da Casa.

Estratégia para a Mesa Diretora

A movimentação do PT visa consolidar sua presença no comando da Câmara e, simultaneamente, isolar o PL da distribuição de cargos na Mesa Diretora e da presidência de comissões. O objetivo é impedir que o partido do senador Flávio Bolsonaro integre o bloco partidário de apoio à reeleição de Motta.

Caso essa estratégia seja concretizada, o PL perderia a preferência na escolha das comissões, reduzindo sua influência sobre a pauta de votações do Legislativo. Até o momento, o PL não definiu seu posicionamento, embora houvesse a intenção inicial de disputar a presidência da Casa com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Impactos na composição de comissões

Projeções técnicas indicam que, se o bloco de apoio a Motta alcançar ao menos 17 partidos, as 15 primeiras escolhas para a presidência de comissões ficariam concentradas no PT e em partidos do Centrão.

Nesse cenário, o PL recuaria para a 16ª posição de preferência, perdendo o acesso às três primeiras escolhas e sendo deslocado para colegiados de menor prestígio, embora ainda mantivesse o controle de sete comissões.

Essa simulação considera a base já confirmada — composta por PSD, Republicanos, MDB, Podemos, PSB, PDT e as federações PT-PCdoB-PV, União Brasil-PP, PSDB-Cidadania e PRD-Solidariedade — e a possível entrada da federação PSOL-Rede.

Pendências e sistema eleitoral

A federação PSOL-Rede ainda não formalizou sua decisão e deve reunir a bancada na próxima semana. A definição do apoio a Motta e a entrada no bloco dependem de negociações sobre o sistema eleitoral.

Existe uma articulação entre o Centrão e Hugo Motta para substituir o atual sistema proporcional pelo distrital misto, medida que teria como objetivo enfraquecer a direita em pleitos futuros. O PSOL manifestou oposição a essa mudança, sob a justificativa de que a legenda seria prejudicada em determinadas unidades da federação.

A eleição para a presidência da Câmara está prevista para fevereiro de 2027, com mandato de dois anos para o deputado eleito.

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