Política

FGC está "machucado", diz Haddad, mas segurança do sistema financeiro é garantida

28 de Fevereiro de 2026 às 14:03

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a crise enfrentada pelo Banco Master não representa risco sistêmico para a economia brasileira. Segundo ele, o problema está limitado ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e as operações do banco representam 30 a 50% das dívidas garantidas pelo FGC. O Banco Central revisa normas de segurança para evitar futuras crises semelhantes

Fernando Haddad garante segurança do sistema financeiro após crise no Banco Master

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na sexta-feira (27) que a crise enfrentada pelo Banco Master não representa um risco sistêmico para a economia brasileira. De acordo com ele, o problema está limitado ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), criado pelas instituições financeiras para cobrir possíveis perdas no sistema.

Haddad destacou que as operações do Banco Master representam cerca de 30 a 50% das dívidas garantidas pelo FGC, mas ainda assim não afetam o mercado como um todo. "Machuca o Fundo Garantidor de Crédito para valer", disse ele em entrevista ao Flow Podcast.

Para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer no futuro, Haddad afirmou que as normas de segurança do sistema financeiro estão sendo reavaliadas pelo Banco Central. "Algumas normas já foram alteradas e o Banco Central está fazendo uma revisão das leis para garantir que isso não aconteça novamente", disse.

O ministro também negou qualquer envolvimento pessoal com Daniel Vorcaro, proprietário do banco em crise. Haddad afirmou que nunca teve um encontro oficial com Vorcaro e apenas ouviu relatos sobre uma conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o banqueiro.

Segundo Haddad, a reunião envolveu apenas um diálogo em que Lula destacou sua política de não favorecimento nem perseguição nos negócios. "O presidente disse: 'Não vai haver pressão para um lado ou outro'", relatou o ministro.

A crise do Banco Master é considerada uma das maiores da história financeira brasileira, com impactos que ainda precisam ser avaliados. No entanto, segundo Haddad, a segurança do sistema financeiro não foi comprometida e medidas estão sendo tomadas para evitar futuras crises semelhantes.

Agora o problema está na forma como as instituições financeiras lidarão com essas dívidas garantidas pelo FGC. Ainda é cedo para avaliar os danos causados pela crise, mas Haddad garante que a economia brasileira não foi afetada de maneira significativa.

A revisão das normas do Banco Central deve ser concluída em breve e as medidas tomadas devem ajudar a evitar futuras crises no sistema financeiro.

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