Flávio Bolsonaro afirma que prestação de contas do documentário Dark Horse está encerrada
Flávio Bolsonaro afirmou em São Paulo que a prestação de contas do documentário Dark Horse foi realizada. O senador baseou a regularidade dos gastos de R$ 75 milhões em perícia da produtora Karina Gama, sem a apresentação de notas fiscais
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Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PL, afirmou nesta quinta-feira (20) que a questão relativa aos gastos do documentário Dark Horse está encerrada. Durante agenda de campanha em São Paulo, ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), o senador declarou que a prestação de contas do filme já foi realizada.
Detalhes da prestação de contas
O senador fundamentou a regularidade dos gastos em uma perícia anexada ao inquérito da Polícia Civil de São Paulo. O documento, contratado e apresentado pela produtora Karina Gama, indica que as despesas totalizaram R$ 75 milhões. No entanto, a referida perícia não incluiu a apresentação de notas fiscais ou recibos para comprovar os valores.
A controvérsia envolve trocas de mensagens nas quais Flávio Bolsonaro solicitou recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, sob a justificativa de financiar a obra que narra a trajetória de Jair Bolsonaro.
Acusações contra o Governo Federal
Ao rebater as cobranças do PT, o candidato transferiu a necessidade de explicações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Flávio Bolsonaro citou reuniões entre o presidente e Daniel Vorcaro, além de Augusto Lima, ex-sócio do dono do Banco Master.
O senador alegou que Lula teria prometido a substituição do presidente do Banco Central e solicitado que o Banco Master não fosse vendido a outra instituição financeira. Flávio Bolsonaro admitiu, em ocasiões anteriores, que também manteve encontros com Vorcaro.
Agenda em São Paulo
As declarações ocorreram durante a primeira atividade de campanha do candidato na capital paulista, que incluiu a visita a um mercado popular. A programação do dia previa ainda um encontro com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Durante as duas primeiras agendas na cidade, grupos de manifestantes protestaram contra o senador e o governador com gritos de "Fora, Tarcísio" e "Fora, Flávio". Em ambas as situações, os políticos ignoraram as manifestações externas e acessaram os locais dos eventos por meio de veículos, sem se pronunciar sobre os protestos.