Política

Flávio Bolsonaro defende manutenção do Bolsa Família apesar de críticas anteriores ao programa

20 de Outubro de 2026 às 15:42 2 min de leitura

O candidato Flávio Bolsonaro prometeu manter o Bolsa Família, propondo a criação de um Ministério da Prosperidade e regras de transição para quem ingressar no mercado formal. Registros de redes sociais entre 2011 e 2013 mostram que o político criticava a iniciativa, associando-a ao clientelismo eleitoral

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O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, afirma que manterá o Bolsa Família para a população de baixa renda caso seja eleito, classificando o programa como um direito adquirido. No entanto, registros históricos de publicações apagadas na rede social X (antigo Twitter), feitas entre 2011 e 2013, revelam que o político criticava a iniciativa, associando a transferência de renda a estratégias de clientelismo eleitoral e à manutenção de apoio político ao PT.

Propostas de transição e gestão

A coordenação do núcleo econômico da campanha, representada por Daniella Marques, detalhou que um eventual governo de Flávio Bolsonaro implementaria uma regra de transição de dois anos para quem conseguisse inserção no mercado formal de trabalho. A medida permitiria a continuidade do recebimento do benefício por esse período, com a garantia de retorno automático ao programa em caso de nova perda de renda.

Para incentivar a saída voluntária do sistema de assistência, a campanha propõe a criação de um Ministério da Prosperidade, órgão responsável por oferecer capacitação e linhas de crédito aos beneficiários.

Histórico de críticas e publicações apagadas

Dados recuperados de uma base histórica de redes sociais mostram que, enquanto atuava como deputado estadual no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro utilizou o termo "bolsa-farelo" para descrever programas de assistência. Em 24 de junho de 2013, o parlamentar escreveu que o PT utilizava a medida para perpetuar a pobreza.

Outras postagens do período incluem:

  • 25 de agosto de 2011: O candidato referiu-se ao reajuste do Bolsa Família como um "financiamento público de campanha do PT".
  • 23 de novembro de 2011: Flávio criticou um programa de assistência do governo de Sérgio Cabral (MDB) no Rio de Janeiro, justificando seu voto contrário por considerar a ação como "clientelismo eleitoreiro".
  • 25 de fevereiro de 2013: O político questionou os índices oficiais de desemprego, alegando que o governo contabilizava beneficiários do seguro-desemprego e do Bolsa Família como se fossem empregados.
  • 28 de maio de 2013: O então deputado relacionou o programa de transferência de renda a pautas sobre maioridade penal, drogas e à atuação de partidos como PT e PSOL.

A análise da base de dados filtrou onze registros com o termo "bolsa", dos quais cinco foram identificados como ataques diretos a programas de assistência. A assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro foi questionada sobre a exclusão das mensagens, mas não apresentou resposta até o momento.

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