Flávio Bolsonaro defende manutenção do Bolsa Família e propõe ampliar prazo de recebimento do auxílio
O senador Flávio Bolsonaro defendeu a manutenção do Bolsa Família e propôs a ampliação do prazo de recebimento do auxílio para quem ingressar no mercado formal. O parlamentar sugere a implementação de microcrédito, educação financeira e desburocratização para pequenos negócios. A ex-presidente da Caixa, Daniela Marques, auxiliará na elaboração dessas propostas econômicas e sociais
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O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, defendeu a manutenção do Bolsa Família, classificando o programa como um direito adquirido da população brasileira. Durante participação no VEJA Fórum Rumos do Brasil, em São Paulo, nesta segunda-feira (15), o parlamentar propôs a ampliação do período de recebimento do auxílio para quem conseguir emprego formal ou abrir empresa, argumentando que a perda imediata do benefício desestimula a formalização de quem já trabalha informalmente.
Flávio Bolsonaro afirmou que a intenção é garantir maior segurança às famílias durante a transição para o mercado de trabalho. Ele associou a medida ao histórico da gestão de Jair Bolsonaro, que extinguiu o Bolsa Família em 2021 para criar o Auxílio Brasil, com pagamento inicial de R$ 400. Em 2022, o valor foi elevado para R$ 600, embora o acréscimo de R$ 200 fosse temporário, válido apenas até o fim daquele ano. O senador mencionou ainda que o pai triplicou o valor do benefício e que, em 2019, houve o pagamento de uma 13ª parcela, medida que não foi replicada posteriormente.
A proposta do pré-candidato inclui a implementação de políticas complementares à transferência de renda, focadas em empregabilidade e empreendedorismo. Entre as iniciativas sugeridas estão a oferta de microcrédito, educação financeira, acesso à internet de alta velocidade e a desburocratização para a abertura de pequenos negócios, com ações adaptadas ao perfil de cada beneficiário.
Para a elaboração de propostas nas áreas econômica e social, Flávio Bolsonaro contará com o apoio de Daniela Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal. A profissional, que se licenciou por seis meses da empresa Legend para se dedicar ao projeto, já atuava informalmente na difusão de propostas econômicas do senador e pretende formular um modelo baseado em austeridade e virtude.
Nomeada para a presidência da Caixa em junho de 2022 por Jair Bolsonaro, após a saída de Pedro Guimarães devido a denúncias de assédio sexual, Daniela Marques comandou a instituição até o início da gestão Lula. Anteriormente, ela foi secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia e assessora de Paulo Guedes. Na época de sua nomeação, ela priorizou o fortalecimento da governança do banco e a investigação de casos de assédio. O senador ressaltou a experiência de Daniela na Caixa, especialmente em projetos voltados a mulheres empreendedoras, para subsidiar as propostas de microcrédito e redução de burocracia.