Flávio Bolsonaro lidera manifestação na Avenida Paulista com pedidos de saída de Lula e Moraes
Flávio Bolsonaro lidera manifestação na Avenida Paulista pedindo a saída do presidente Lula e do ministro Alexandre de Moraes. O evento reúne lideranças políticas, como Ricardo Nunes e Valdemar Costa Neto, para discursos e pedidos de votos. A mobilização ocorre em meio a repercussões de mensagens entre o magistrado e Daniel Vorcaro
Flávio Bolsonaro (PL) lidera, nesta segunda-feira (7), uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, com foco em pedidos de saída do presidente Lula e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A mobilização, iniciada por volta das 13h30, reuniu grupos com camisetas amarelas, bandeiras do Brasil e faixas direcionadas ao magistrado.
Articulações políticas e candidaturas
O evento serve como plataforma de campanha para diversas candidaturas. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, abriu a sequência de discursos solicitando votos para Flávio Bolsonaro e para o governador Tarcísio de Freitas, que concorre à reeleição. Nunes também pediu apoio a André do Prado e Guilherme Derrite para as vagas ao Senado.
Entre as autoridades presentes no ato estão o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e Sergio Moro, candidato ao governo do Paraná. Durante sua fala, Valdemar vinculou a eventual vitória de Flávio Bolsonaro à liberdade de Jair Bolsonaro, afirmando que, caso contrário, o ex-presidente poderia permanecer preso por mais dez anos.
Segurança pública e contexto judicial
Guilherme Derrite (PP) utilizou o espaço para declarar que, a partir de 2027, pretende estabelecer a independência do Brasil contra o crime organizado, defendendo a prisão ou a neutralização de criminosos no território nacional.
A mobilização ocorre em um momento de repercussão de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O conteúdo das conversas sugere proximidade entre o magistrado e o antigo controlador do Banco Master durante o período de investigações.
A pauta de afastamento de Moraes não é inédita; pedidos de impeachment do ministro já haviam sido centralizados em manifestações na Avenida Paulista tanto no ano passado quanto em 2024.