Política

Flávio Bolsonaro nega intimidade com banqueiro após receber R$ 61 milhões para cinebiografia de pai

15 de Maio de 2026 às 06:12

O senador Flávio Bolsonaro negou intimidade com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, após a divulgação de mensagens sobre repasses de R$ 61 milhões para a cinebiografia de Jair Bolsonaro. O parlamentar justificou o uso de termos coloquiais como regionalismos do Rio de Janeiro

O senador Flávio Bolsonaro (PL) negou a existência de intimidade pessoal com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, justificando que os termos coloquiais utilizados em mensagens trocadas entre eles integram apenas o vocabulário típico do Rio de Janeiro. Em declaração concedida nesta quinta-feira (14), o parlamentar argumentou que expressões como “irmão” e “mermão” são formas comuns de cumprimento na cidade, comparáveis a regionalismos de outros estados, como “guri” no Rio Grande do Sul, “piá” no Paraná ou “mano” em São Paulo.

A manifestação ocorre após a divulgação de áudios e mensagens nos quais o senador solicita recursos financeiros a Vorcaro para a produção de "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O banqueiro efetuou pagamentos que somam R$ 61 milhões, parte dos quais foi viabilizada por meio da empresa Entre Investimentos e Participações. A referida companhia é citada em comunicações entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel.

Em um áudio enviado no dia 8 de setembro de 2024, Flávio Bolsonaro mencionou estar ciente de que o banqueiro enfrentava um período difícil, coincidindo com a rejeição do Banco Central, em 3 de setembro, à compra do Master pelo BRB. Na ocasião, o senador demonstrou preocupação com a tensão da equipe de produção devido a parcelas em atraso, afirmando que o cenário poderia gerar um efeito contrário ao planejado para a obra.

As interações entre os dois também envolveram ligações telefônicas e o uso de mensagens com visualização única. Em 16 de novembro, Flávio Bolsonaro reforçou sua disposição em apoiar Vorcaro, solicitando apenas um posicionamento sobre a situação financeira, ao que o banqueiro respondeu com uma mensagem temporária, seguida de uma reação de "Amém" do senador.

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