Flávio Bolsonaro usa passaporte diplomático cancelado para entrar nos Estados Unidos após deixar o Brasil
O senador Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos utilizando um passaporte diplomático cancelado e um visto humanitário. O parlamentar saiu do Brasil após despistar a escolta do Senado e alegou fraude eleitoral em carta aberta. A Polícia Federal investiga a entrada do senador na Argentina por vias não oficiais
O senador Flávio Bolsonaro, derrotado no pleito eleitoral, deixou o território brasileiro com destino aos Estados Unidos, passando pela fronteira com a Argentina e pelo Equador. Para ingressar em solo americano, o parlamentar utilizou um passaporte diplomático que já havia sido cancelado.
A saída do país ocorreu após o senador despistar a escolta do Senado. A Polícia Federal informou que, no momento da partida, não possuía autorização judicial para realizar prisões, monitoramentos ou outras medidas restritivas contra ele. A corporação trabalha agora com a suspeita de que a entrada de Flávio na Argentina tenha ocorrido por vias não oficiais.
Declarações e Posicionamento Institucional
Já em Miami, Flávio Bolsonaro publicou uma carta aberta aos brasileiros nas redes sociais. No texto, ele alegou a existência de uma fraude eleitoral ocorrida no domingo (25) e chegou a se autodenominar o "verdadeiro presidente eleito do Brasil", termo que foi alterado para "líder do Brasil" pouco tempo depois.
A entrada do senador nos Estados Unidos foi viabilizada por um visto humanitário concedido pelo governo de Donald Trump. Embora o presidente americano tenha confirmado a autorização de entrada, ele declarou que não pretende se envolver nas denúncias de fraude apresentadas pelo brasileiro, citando a ausência de provas.
Impactos Políticos
A movimentação surpreendeu inclusive aliados próximos, como o senador Rogério Marinho (PL-RN), que atuou como coordenador da campanha. A saída abrupta do senador gerou um vácuo de liderança na oposição e provocou reações divergentes entre figuras políticas, que classificaram o episódio como "exílio político" ou "covardia".
Enquanto a esfera política debate a ausência do senador, a situação é tratada sob a ótica policial, dado que as investigações contra Flávio Bolsonaro permanecem em andamento.