Flávio Bolsonaro viaja aos Estados Unidos para discutir classificação de facções como organizações terroristas
Flávio Bolsonaro viajou a Washington para tentar classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas e discutir liberdade de expressão com Donald Trump. Simultaneamente, a intenção de voto do pré-candidato caiu de 35% para 31% em simulações de primeiro turno do Datafolha
Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), viajou a Washington para se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A agenda, articulada por Eduardo Bolsonaro junto à ala ideológica do governo americano, tem como objetivos centrais a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, além da discussão sobre a liberdade de expressão nas redes sociais no Brasil. Embora a Casa Branca ainda não tenha oficializado a data, a equipe do senador projeta que o encontro ocorra nesta terça-feira (25).
A movimentação internacional ocorre em um momento de desgaste na imagem do pré-candidato. Pela primeira vez desde o lançamento de sua candidatura por Jair Bolsonaro, Flávio enfrenta uma tendência negativa nas pesquisas. Dados recentes do Datafolha indicam que a proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Master, impactou a aceitação do senador.
Nas simulações de primeiro turno, a intenção de voto de Flávio Bolsonaro caiu de 35% para 31%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu de 38% para 40%, ampliando a diferença entre os dois de três para nove pontos percentuais. No cenário de segundo turno, onde anteriormente havia empate técnico com 45% para cada, Lula agora detém 47% das intenções de voto contra 43% de Flávio.
Apesar do alívio da equipe do senador pelo fato de a queda não ter sido mais acentuada, o resultado acendeu um alerta sobre a vulnerabilidade do pré-candidato a ataques. A pesquisa também revelou que 36% dos entrevistados ainda não tinham conhecimento das notícias envolvendo a relação entre o político e o banqueiro.
Paralelamente à agenda de Flávio, Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos há mais de um ano. O ex-deputado federal atua politicamente com aliados de Trump e é alvo de investigações no Brasil por suspeitas de articulações internacionais contra autoridades brasileiras e financiamento irregular.