Política

Governo de Lula pede fim do sigilo sobre financiamento de filme para contrapor crise no STF

02 de Setembro de 2026 às 18:40 2 min de leitura

Assessores de Luiz Inácio Lula da Silva solicitam a abertura do sigilo de investigações sobre o filme Dark Horse após a pesquisa Quaest apontar redução da vantagem do presidente sobre Flávio Bolsonaro. A Polícia Federal resiste à medida para não comprometer operações, mas afirma que as apurações estão avançadas

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A proximidade entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes tornou-se um ponto de atenção para o governo, especialmente diante de novos dados da pesquisa Quaest. Divulgados nesta quarta-feira (2), os números indicam que a vantagem do petista sobre Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno recuou de oito para um ponto percentual em dois meses, situando-se agora em 42% contra 41%.

Estratégia de contraposição e sigilos

Diante do risco de a oposição associar a imagem do presidente à crise instaurada no Supremo Tribunal Federal (STF), assessores presidenciais passaram a pleitear a abertura do sigilo das investigações referentes ao financiamento do filme Dark Horse. A movimentação ocorre após a decisão do ministro André Mendonça de tornar público o relatório da Polícia Federal (PF) que detalha diálogos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes.

A equipe de Lula acredita que a exposição dos recursos destinados por Vorcaro à produção cinematográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro servirá como contrapartida informativa às revelações que envolvem o ministro do STF.

Impasses na Polícia Federal

A proposta de retirada do sigilo enfrenta resistência interna na Polícia Federal. Investigadores alertam que a medida pode comprometer operações em andamento, permitindo que alvos destruam provas. Apesar disso, a PF indica que as apurações sobre o caso estão em estágio avançado.

Paralelamente, a corporação trabalha para concluir, até setembro, o primeiro inquérito relativo ao Banco Master. A investigação apura a venda de carteiras de crédito fraudulentas para o BRB, banco público de Brasília. O encerramento deste processo estava previsto para agosto, mas foi adiado devido a entraves nas diligências.

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