Governo do Rio de Janeiro exonera mais de seis mil comissionados para eliminar servidores fantasmas
O Governo do Rio de Janeiro exonerou 6.145 comissionados e nomeou 2.496 novos servidores para eliminar funcionários fantasmas. A medida deve gerar economia de R$ 221 milhões até dezembro de 2026. Agora, nomeações priorizam servidores de carreira e exigem avaliação do GSI
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O Governo do Estado do Rio de Janeiro efetuou a exoneração de 6.145 ocupantes de cargos em comissão em diversos órgãos da administração pública. O volume de desligamentos superou significativamente as novas contratações, que somaram 2.496 nomeações.
A medida teve como foco a eliminação de servidores conhecidos como "fantasmas", identificados por não possuírem sequer a senha de acesso aos sistemas governamentais para a execução de suas funções.
Impacto financeiro e administrativo
A redução do quadro de comissionados deve gerar uma economia estimada em R$ 221 milhões até dezembro de 2026, valor calculado com base nos cargos que permanecem vagos.
Para dimensionar a magnitude do corte, o número de exonerados equivale ao contingente de aproximadamente 12 batalhões da Polícia Militar, considerando unidades de 500 policiais, ou o volume de passageiros de 120 ônibus lotados.
Novos critérios de nomeação
Sob a gestão de Ricardo Couto, a administração estadual alterou as diretrizes para a ocupação de cargos de confiança. Desde março, as nomeações para o primeiro escalão são compostas, predominantemente, por servidores de carreira.
Além da prioridade ao quadro técnico, todos os indicados para cargos comissionados, independentemente do nível hierárquico, agora são submetidos a uma avaliação prévia do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).