Governo federal cria plataforma de consulta para combater a receptação de celulares roubados
O governo federal lançou nova etapa do programa Celular Seguro com plataforma de consulta para verificar a situação de aparelhos. O Ministério da Justiça garantiu a não punição de quem entregar dispositivos irregulares às autoridades. Na mesma data, o Hospital Santa Marcelina recebeu equipamentos para tratamento de câncer
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O governo federal implementou, nesta terça-feira (23), uma nova etapa do programa Celular Seguro, voltada para a recuperação de dispositivos roubados e o combate à receptação. Lançada durante cerimônia na Base Aérea de Guarulhos, a iniciativa cria uma plataforma de consulta que funciona como um cadastro negativo, permitindo que o consumidor verifique a situação de um aparelho antes de efetuar a compra. A medida visa desestimular a prática de roubos e furtos ao enfraquecer a demanda no mercado ilegal.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública estabeleceu que cidadãos que possuam aparelhos irregulares e decidam entregá-los às autoridades não serão punidos, contanto que colaborem com as investigações e indiquem a origem do produto. O secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Veloso, detalhou que a prioridade da ação é mapear a cadeia criminosa responsável pela receptação, preservando o consumidor que adquiriu o dispositivo desconhecendo sua procedência. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou que quem identificar a irregularidade do aparelho procure uma delegacia para a devolução, assegurando que não haverá prisões nesses casos. Na ocasião, o presidente também recomendou que a população redobre os cuidados ao utilizar celulares em espaços públicos.
Ainda na tarde de terça-feira, a agenda presidencial incluiu a entrega de equipamentos para o tratamento de câncer no Hospital Santa Marcelina, localizado em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. A diretora-presidente da instituição, irmã Rosane Ghedin, previu que a chegada das novas máquinas permitirá que o atendimento supere 2 mil pacientes anualmente, representando um crescimento de 30%.
Durante o evento, Lula defendeu a necessidade de levar tecnologia médica moderna às periferias para garantir a eficácia dos tratamentos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também esteve presente e fez ironias direcionadas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em referência ao cancelamento do visto de entrada de Padilha, de sua esposa e de sua filha no território americano.