Governo planeja endurecer regras contra apostas eletrônicas antes do primeiro turno das eleições presidenciais
As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro buscam ampliar apoios para as eleições de 4 de outubro em cenário de empate técnico. Lula planeja restringir as bets para atrair eleitores, enquanto Flávio Bolsonaro foca na captação do voto útil de direita. As estratégias incluem ataques mútuos sobre escândalos financeiros e relações com o Judiciário
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A reta final para o primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para o dia 4 de outubro, é pautada por estratégias distintas entre as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Com um cenário de empate técnico indicado pela pesquisa Quaest — que aponta 37% para Lula e 33% para Flávio no primeiro turno, e 41% contra 42% em um eventual segundo turno, com margem de erro de dois pontos —, ambos os candidatos buscam ampliar a base de apoio nos 11 dias restantes.
Medidas contra apostas eletrônicas
O governo federal planeja anunciar, antes da votação, o endurecimento ou a proibição das bets no Brasil. A medida visa elevar a avaliação da gestão atual e atrair segmentos específicos do eleitorado, como mulheres, evangélicos e defensores da pauta familiar.
Durante a abertura da Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), Lula afirmou que o modelo de negócio das apostas não será mais tolerado pelo país. A definição do formato da ação — se via medida provisória para extinção imediata ou projeto de lei enviado ao Congresso Nacional — ocorrerá após o retorno do presidente ao Brasil.
Mobilização do voto útil
A estratégia de Flávio Bolsonaro concentra-se na captação de eleitores de direita que pretendiam votar em outros candidatos. A campanha aposta no voto útil, fundamentada em dados da Quaest que mostram a redução da soma de outros candidatos de 17% (em 7 de setembro) para 15% na última apuração.
O candidato tem solicitado a confiança de quem se opõe a Lula, enquanto a militância é estimulada via redes sociais com a narrativa de que a vitória pode ocorrer já no primeiro turno.
Embates institucionais e judiciários
As campanhas intensificam ataques mútuos focados em escândalos financeiros e relações com o Judiciário:
- Campanha de Lula: Foca na ligação de Flávio Bolsonaro ao escândalo do Banco Master, especificamente no financiamento do filme Dark Horse. A estratégia ganhou força após a pesquisa Quaest registrar que a percepção de que Bolsonaro foi o mais afetado pelo caso subiu de 15% para 21%, superando o Supremo Tribunal Federal (STF), citado por 16%.
- Campanha de Flávio: Explora a proximidade de Lula com o STF e questiona a conduta de autoridades. O candidato utilizou a divulgação de uma imagem do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em companhia de Daniel Vorcaro, para criticar a elite política. Gonet, por sua vez, negou proximidade com Vorcaro, classificando o contato como breve e banal.