Guilherme Derrite nega possibilidade de desistir da candidatura ao Senado por São Paulo
O deputado Guilherme Derrite (PP) negou a possibilidade de desistir da candidatura ao Senado por São Paulo. A declaração ocorreu após especulações sobre sua substituição na chapa apoiada por Tarcísio de Freitas
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O deputado federal Guilherme Derrite (PP) negou, nesta quarta-feira (29), qualquer possibilidade de desistir de sua candidatura ao Senado por São Paulo. A declaração ocorre após a circulação de hipóteses sobre sua substituição na chapa apoiada por Tarcísio de Freitas (Republicanos), motivadas por levantamentos de opinião e movimentações internas no partido.
Por meio de suas redes sociais, o ex-secretário de Segurança Pública classificou as especulações como "fofoca de desesperados" e atribuiu as intrigas a adversários ligados ao PT. Derrite argumentou que sua candidatura já foi oficializada em convenção e que mantém a liderança nas pesquisas dentro do campo da direita.
Articulações internas e cenário partidário
No âmbito do Progressistas (PP), existe a percepção de que a direita paulista teria viabilidade para conquistar apenas uma das duas vagas ao Senado. Nesse contexto, parte da direção estadual da legenda avalia que o governador Tarcísio de Freitas estaria priorizando a eleição de André do Prado (PL), devido à maior capacidade de interlocução de Prado com prefeitos do interior.
Alguns parlamentares do PP sugerem que seria mais estratégico para a sigla que Derrite concorresse à reeleição como deputado federal. A justificativa é que ele atuaria como um forte puxador de votos, auxiliando a conquista de novas cadeiras na Câmara dos Deputados em Brasília.
Relação institucional e projeções futuras
O distanciamento entre o governador e Derrite tem sido observado desde dezembro passado, quando o deputado deixou antecipadamente a Secretaria de Segurança Pública (SSP) em meio ao aumento da violência policial no estado. Aliados relatam que Tarcísio tem mantido poucas conversas com o ex-comandado.
Essa distância ficou evidente em eventos recentes de entrega de obras, como a Linha 6-Laranja do Metrô, a Linha 17-Ouro e uma praça no Centro da capital. Nessas ocasiões, Tarcísio apareceu ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e de André do Prado, elogiando a parceria com ambos, mas sem mencionar Derrite, que não compareceu aos atos.
Internamente, parlamentares do PP associam esse desgaste a projeções para a sucessão estadual em 2030. A análise é que a vitória de Derrite no Senado seria fundamental para fortalecer sua futura pretensão ao governo de São Paulo, evitando que a sucessão fique restrita ao grupo de Tarcísio. Além disso, há o receio de que a fragmentação dos votos da direita bolsonarista entre André do Prado, Ricardo Salles e Derrite prejudique o resultado final.
Panorama das intenções de voto
Pesquisas recentes da Quaest e do Datafolha indicam que a corrida pelas duas vagas ao Senado em São Paulo é liderada por Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
No levantamento da Quaest, realizado entre 23 e 27 de julho com 1.650 eleitores, os índices de intenção de voto apresentam as seguintes posições:
- Marina Silva (Rede): 14%
- Simone Tebet (PSB): 11% a 12%
- Pablo Marçal (União Brasil): 9% (atualmente inelegível e recorrendo ao TSE)
- Guilherme Derrite (PP): 7% a 8%
- André do Prado (PL): 5%
- Ricardo Salles (Novo): 4% a 5%
- Paulinho da Força (Solidariedade): 4%
- Robson Tuma (Republicanos): 3%
- José Aníbal (PSDB): 1%
O cenário revela uma alta volatilidade, com 54% dos entrevistados afirmando que podem mudar seu voto, enquanto 44% consideram a decisão definitiva. A pesquisa possui margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.