Haddad atribui responsabilidade pelo caso do Banco Master à gestão de Jair Bolsonaro
Fernando Haddad contestou a ligação do governo Lula ao escândalo do Banco Master, atribuindo a responsabilidade à gestão de Jair Bolsonaro. O candidato do PT afirmou que a expansão da instituição ocorreu sob a presidência de Roberto Campos Neto no Banco Central. Haddad citou a participação de três ex-ministros de Bolsonaro no contexto do banco
Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, contestou as afirmações de Flávio Bolsonaro (PL) que vinculavam o escândalo do Banco Master à administração do presidente Lula. Em entrevista à rádio Nova Brasil FM, Haddad atribuiu a responsabilidade pelo caso à gestão de Jair Bolsonaro, ressaltando que a instituição financeira financiou as campanhas eleitorais de Bolsonaro e de Tarcísio de Freitas.
Responsabilidades e Ações Judiciais
O candidato do PT destacou que as medidas de liquidação do Banco Master e a prisão de Daniel Vorcaro, efetuada pela Polícia Federal, ocorreram sob a gestão do atual governo federal. Haddad argumentou que a expansão do banco aconteceu entre 2019 e 2024, período que coincide com a presidência do Banco Central, ocupada por Roberto Campos Neto.
Haddad criticou a conduta de Campos Neto, indicado por Jair Bolsonaro, afirmando que o presidente da autarquia teria violado a lei ao se envolver em atividades políticas e integrar grupos de mensagens relacionados a pleitos eleitorais, apesar da natureza autônoma do cargo.
Vínculos Institucionais e Políticos
A narrativa de Haddad aponta a participação de três ex-ministros de Jair Bolsonaro no contexto do Banco Master: os titulares das pastas da Comunicação, da Casa Civil e das Relações Institucionais — sendo que esta última era esposa do sócio de Vorcaro.
Sobre as declarações de Flávio Bolsonaro em ato na Avenida Paulista, onde o senador afirmou que votar em Lula equivaleria a votar em Alexandre de Moraes, Haddad declarou que o presidente Lula preserva uma relação institucional com todas as esferas e autoridades.
Contexto de Manifestações
As trocas de acusações ocorrem em meio a mobilizações políticas em São Paulo. Flávio Bolsonaro classificou os eventos de 8 de janeiro como farsa e defendeu a necessidade de mudanças no país. Paralelamente, Renan Santos realizou ato no Ibirapuera solicitando o afastamento de André Gonet (PGR), Andrei da PF, e dos ministros Toffoli e Alexandre de Moraes do STF. No mesmo cenário, Romeu Zema utilizou um painel na Avenida Paulista com a imagem de Moraes preso.
No âmbito administrativo, o governador Tarcísio de Freitas informou que a Credcesta, empresa ligada ao Banco Master, permaneceu habilitada por três anos em sua gestão, com movimentações mensais de R$ 25 milhões.