Haddad defende que investigações do caso Master apurem irregularidades inclusive no Poder Judiciário
Fernando Haddad defendeu que as investigações do caso Master apurem irregularidades em diversas esferas, incluindo o Poder Judiciário. O ex-ministro apoiou a liquidação do banco e as ações da Polícia Federal e do Ministério Público. Sobre as eleições, sugeriu que a campanha de Lula foque em projetos futuros para o segundo turno
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/l/B/FSEPADTFyozjMzLfGQog/haddad-entrevista-estudio-i.jpg)
Fernando Haddad defendeu, nesta segunda-feira (12), que as investigações sobre o caso Master sirvam como um instrumento para a apuração de irregularidades em diversas esferas do país, incluindo o Poder Judiciário. Em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, o ex-ministro da Fazenda classificou a situação como uma oportunidade de "passar o país a limpo".
Sobre a dimensão do esquema, Haddad afirmou que acompanhou os indícios de fraude no banco desde o começo, mas ressaltou que a extensão da rede de influência não era previsível. Para ele, o plano de blindagem articulado por Daniel Vorcaro envolveu diversas pessoas, tornando impossível para o governo dimensionar o alcance dos "tentáculos" da operação.
O ex-ministro manifestou apoio à liquidação do banco e às ações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. Embora a regulação financeira seja de competência do Banco Central, Haddad declarou ter se empenhado no combate às irregularidades detectadas.
Estratégia para o segundo turno
Ao analisar o cenário eleitoral após o primeiro turno, no qual o presidente Lula (PT) ficou atrás de Flávio Bolsonaro (PL), Haddad avaliou que a disputa final será extremamente acirrada, sem a possibilidade de prever o resultado no momento.
Para reverter o quadro, o ex-ministro sugeriu que a campanha não deve se limitar à prestação de contas das realizações do governo. Segundo ele, embora Lula possua vantagens em relação a antecessores, isso não assegura a vitória. Haddad defendeu a necessidade de um projeto voltado ao futuro para reduzir a ansiedade do eleitorado em relação a temas como:
- Inteligência artificial e automação;
- Mudanças climáticas;
- Geração de empregos.
Perspectivas políticas
Questionado sobre a possibilidade de assumir a Casa Civil em um eventual cenário de vitória de Lula, ou sobre seus planos em caso de derrota do presidente, Haddad não confirmou a ida para o ministério. Ele afirmou que permanecerá atuando na política, independentemente do desfecho das urnas, seguindo suas convicções pessoais.