Política

Haddad propõe novos concursos para professores e mudança na gestão de plataformas digitais em São Paulo

22 de Agosto de 2026 às 12:56

Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, propõe alterar a gestão de plataformas digitais nas escolas estaduais e realizar novos concursos públicos para professores. As medidas integram o plano de campanha para a educação apresentado no sábado (22)

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Haddad propõe novos concursos para professores e mudança na gestão de plataformas digitais em São Paulo
Reprodução

Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, anunciou a intenção de alterar a gestão das plataformas digitais nas escolas estaduais e a abertura de novos concursos públicos para professores logo no início de um eventual mandato. As propostas foram apresentadas durante o lançamento de seu plano de campanha para a educação, no sábado (22).

Gestão docente e tecnologia

O candidato criticou a atual política da Secretaria da Educação, implementada pela gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), argumentando que a plataformização do ensino pressiona os docentes a utilizarem conteúdos padronizados. Para Haddad, esse modelo gera a sensação de vigilância e desvalorização do magistério paulista.

A promessa é que a mudança no uso dessas ferramentas digitais ocorra no primeiro dia de gestão, em janeiro, visando reduzir a pressão sobre os profissionais. Como parte da estratégia de reconstrução da rede pública, Haddad afirmou que priorizará o diálogo com os professores em sala de aula para encerrar o clima de tensão entre o Estado e a categoria.

Carreira e formação profissional

No campo da contratação, a proposta inclui a criação de uma carreira com perspectiva de futuro para os docentes. Os novos concursos para professores deverão adotar critérios de seleção que avaliem a didática, além do conhecimento técnico, prevendo a posterior passagem por avaliação e estágio probatório.

Apoios e indicadores educacionais

O evento contou com a participação de Marina Silva (Rede), candidata ao Senado, que defendeu a autonomia pedagógica dos professores. Silva argumentou que a tecnologia deve servir ao conhecimento e aos profissionais, e não o contrário, combatendo a ideia de que o docente seja tratado como um objeto no processo educativo.

Simone Tebet (MDB), também candidata ao Senado, enfatizou o histórico de Haddad no Ministério da Educação, mencionando a implementação do Fundeb, do ProUni, do piso nacional do magistério, do Ideb e de alterações no Fies.

Já o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) focou nos resultados institucionais, apontando a necessidade de recuperar a liderança de São Paulo no Ideb, com o objetivo de tornar o estado novamente o primeiro colocado no indicador.

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