Haddad questiona transparência de Flávio Bolsonaro sobre financiamento de filme em caminhada em São Paulo
Fernando Haddad criticou a transparência de Flávio Bolsonaro sobre verbas do filme Dark Horse, investigadas pelo STF e MP-SP. O candidato defendeu a justiça tributária federal e a proibição de empresas de apostas eletrônicas no Brasil
Durante caminhada em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo, o candidato ao governo do estado, Fernando Haddad (PT), criticou a conduta do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O petista questionou a transparência do parlamentar em relação aos recursos destinados ao filme Dark Horse, obra sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
Investigações sobre financiamento cinematográfico
O ponto central das críticas de Haddad foi a ausência de prestação de contas sobre a origem e o destino de verbas fornecidas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produção do longa-metragem. O projeto é alvo de apurações no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
As investigações apuram a possível utilização de recursos públicos por meio do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e da produtora Go UP Entertainment, ambos sob a gestão de Karina da Gama.
Embates políticos e eleitorais
Haddad relacionou a situação do senador a outros episódios, citando nomes como Willer Tomaz, Adriano da Nóbrega e Queiroz, afirmando que Flávio Bolsonaro está envolvido em diversos escândalos. O candidato também direcionou a fala ao pleito de 4 de outubro, declarando que a intenção é reeleger o presidente Lula e provocar a saída de Tarcísio de Freitas do governo paulista, sugerindo seu retorno a Brasília ou ao Rio de Janeiro.
Pautas tributárias e regulação de apostas
Acompanhado por Geraldo Alckmin (PSB), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), Haddad defendeu a política de justiça tributária implementada pelo governo federal. Ele destacou a criação de impostos para bancos, bilionários e para cerca de 141 mil pessoas ricas, medida que permitiu a isenção do imposto de renda para 15 milhões de brasileiros com renda de até R$ 5 mil.
O candidato ao governo de São Paulo também endossou a proibição de empresas de bet e do Jogo do Tigrinho no Brasil. Haddad argumentou que a medida visa garantir que o tempo livre da população — inclusive com a proposta de alteração da escala 6 por 1 — seja dedicado à família e aos filhos, e não ao jogo eletrônico.