Política

Justiça determina remoção de postagens de Eduardo Bolsonaro após processo movido por Simone Tebet

29 de Setembro de 2026 às 18:42 2 min de leitura

O TRE determinou a remoção de publicações de Eduardo Bolsonaro que insinuavam a prostituição de Simone Tebet em troca de cargos. A decisão prevê multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 30 mil, sob alegação de violência política de gênero

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Justiça determina remoção de postagens de Eduardo Bolsonaro após processo movido por Simone Tebet
Agência Brasil e Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB), acionou a Justiça para processar Eduardo Bolsonaro (PL) após publicações em que o ex-deputado insinuou que a política "se prostitui" em troca de cargos e ministérios. Tebet classificou a conduta como violência política de gênero e descreveu o adversário como "covarde", afirmando que a tentativa de desqualificação por meio de insinuações de natureza sexual é degradante.

Decisão Judicial e Medidas Legais

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) acolheu a representação eleitoral movida por Tebet contra Eduardo Bolsonaro e o Facebook Serviços Online do Brasil. O juiz Ronnie Herbert Barros Soares, relator do processo, concedeu uma tutela de urgência determinando a remoção do conteúdo em até 24 horas.

Para garantir o cumprimento da ordem, foi estabelecida uma multa diária de R$ 1 mil, com teto de R$ 30 mil. Paralelamente, a campanha de Simone Tebet informou que encaminhará uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral.

Origem do Conflito

O embate teve início nesta segunda-feira (28), seis dias antes do primeiro turno das eleições, motivado pela desistência de Ricardo Salles (Novo) da disputa ao Senado paulista. Salles, que anteriormente criticava a ligação de André do Prado (PL) com o Centrão, anunciou a saída da corrida ao lado do governador Tarcísio de Freitas, declarando apoio a André do Prado e Guilherme Derrite (PP).

Tebet criticou a movimentação, afirmando que Salles teria se "rendido ao Centrão". Em resposta, Eduardo Bolsonaro utilizou as redes sociais para defender a estratégia de Salles, argumentando que a desistência visava evitar a fragmentação de votos da direita. Na mesma publicação, Eduardo chamou a candidata de "vassala" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e proferiu as ofensas que levaram à ação judicial.

Reações Institucionais e Apoios

A candidata Marina Silva (Rede), que disputa uma das duas vagas ao Senado por São Paulo em campanha conjunta com Tebet, manifestou apoio à adversária. Marina também criticou a desistência de Ricardo Salles, classificando a decisão como um "vale-tudo" para frear o avanço de candidatas progressistas e alegando desrespeito aos eleitores.

O apoio a Simone Tebet foi reforçado publicamente pelo ministro Fernando Haddad (PT) e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin.

Com informações de G1

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