Justiça Eleitoral indefere chapa da policial Edjane ao Governo de São Paulo
O TRE indeferiu a chapa de Edjane Lima de Sousa ao Governo de São Paulo nesta sexta-feira (18). A anulação ocorreu devido a irregularidades documentais e à renúncia da vice, Professora Nayr Duarte. O partido Agir informou que não recorrerá da decisão
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/j/u/i6JOnOTOajEUSXz01yXw/texto-do-seu-paragrafo-2026-09-04t124346.772.png)
A Justiça Eleitoral indeferiu, nesta sexta-feira (18), a chapa da Policial Edjane ao Governo de São Paulo, resultando no cancelamento de sua candidatura. A decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ocorreu após a renúncia de sua vice e a constatação de irregularidades na documentação apresentada.
Motivações institucionais e financeiras
O partido Agir justificou a desistência da corrida eleitoral para o Executivo paulista devido à ausência de recursos financeiros. De acordo com a legenda, a Direção Nacional optou por concentrar as verbas do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fefec) em disputas majoritárias nos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.
A campanha foi mantida apenas por meio de contribuições de filiados, sem repasses oficiais do partido. A direção estadual do Agir afirmou que a viabilidade da eleição era inexistente, citando que a candidata registrava 1% das intenções de voto na pesquisa Quaest de 8 de setembro e 3% no Datafolha de 11 de setembro.
Impasses jurídicos e renúncias
O indeferimento da chapa foi precipitado pela renúncia da vice, Professora Nayr Duarte, homologada na última segunda-feira (14). A decisão de Nayr ocorreu para que ela pudesse disputar uma vaga como deputada estadual, seguindo o exemplo da primeira vice, Renata Bolsonaro, que também renunciou para concorrer à Câmara dos Deputados.
Como o prazo legal para a substituição de vices expirou 20 dias antes do pleito, o TRE sacramentou a anulação da chapa. Além disso, o Ministério Público Federal solicitou o indeferimento por falhas documentais, especificamente a ausência da certidão criminal para fins eleitorais e da prova de desincompatibilização da Polícia Militar.
Divergências internas
Enquanto o partido classifica a candidatura como "abortada" e afirma que Edjane recusou a proposta de concorrer a deputada federal, a policial nega ter desistido da disputa, alegando ter mantido seus princípios e valores.
O diretório paulista do Agir declarou que a candidata atuava de forma individualista, sem alinhar suas pautas ao projeto do grupo e buscando doações em redes sociais mesmo após a renúncia da vice ter sido homologada. O partido também ressaltou que, por ser militar, Edjane não possui filiação partidária formal.
Perfil da candidata
Edjane Lima de Sousa, de 49 anos, é cabo da Polícia Militar e atua no 32º Batalhão em Suzano, com área de patrulhamento que abrange Poá e Ferraz de Vasconcelos. Natural de Pernambuco, ela possui um histórico de tentativas eleitorais:
- 2020: Candidata a vereadora pelo PTB (após tentativa de vice-prefeita em SP).
- 2022: Candidata a deputada federal pelo PROS.
- 2024: Candidata a vereadora pelo PL em Poá.
O partido Agir, fundado em 1985 como Partido da Juventude e que já operou como PTC e PRN, informou que não recorrerá da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).