Kassio Nunes Marques assume a presidência do TSE e destaca combate ao uso da inteligência artificial
Kassio Nunes Marques assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral nesta terça-feira (12). O ministro terá a gestão das eleições de outubro e destacou o combate ao uso inadequado da inteligência artificial nas campanhas. André Mendonça assumiu a vice-presidência da Corte

Kassio Nunes Marques assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (12), assumindo a gestão do pleito de outubro para a escolha de presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Em seu discurso de posse, o ministro destacou que o tribunal enfrentará o desafio de combater a utilização inadequada da inteligência artificial durante as campanhas, tecnologia que já possui limitações aprovadas pela Corte desde março deste ano.
Para o novo presidente, a disputa política contemporânea ocorre intensamente no ambiente digital e sob a influência de algoritmos, o que exige vigilância contra ameaças ao processo democrático. Nunes Marques defendeu que o eleitor deve ser o protagonista do pleito, definindo o voto como uma expressão de dignidade democrática, pertencimento cívico e confiança nas instituições republicanas.
O ministro reafirmou o compromisso institucional do TSE em organizar, orientar e fiscalizar as eleições para assegurar a transparência e a lisura do processo. Na ocasião, classificou o sistema eletrônico de votação como um patrimônio da democracia brasileira, apontando que o mecanismo de apuração, recepção e divulgação dos votos é o mais avançado do mundo.
Natural de Teresina e com 53 anos, Kassio Nunes Marques foi indicado ao Supremo Tribunal Federal em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, sucedendo o ministro Celso de Mello. Sua trajetória profissional inclui a atuação como juiz do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí, desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região e a advocacia por 15 anos.
A vice-presidência do tribunal será exercida pelo ministro André Mendonça, também de 53 anos e indicado por Bolsonaro ao Supremo em dezembro de 2021. Com doutorado em direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha, Mendonça foi servidor de carreira da advocacia pública federal entre 2000 e 2021, tendo ocupado anteriormente os cargos de ministro da Justiça e advogado-geral da União.