Política

Luciana Amorim propõe reestatização da Celg e criação de salário mínimo estadual em plano de governo

20 de Agosto de 2026 às 15:43

Luciana Amorim, do partido Unidade Popular, registrou no TSE seu plano de governo para a disputa ao governo de Goiás. O documento propõe a reestatização da Celg e dos transportes, a criação de um salário mínimo estadual e a desmilitarização de colégios e polícias. O programa prevê ainda a expansão do SUS, a legalização do aborto e a ampliação de vagas na UEG

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Luciana Amorim propõe reestatização da Celg e criação de salário mínimo estadual em plano de governo
Reprodução/Instagram de Luciana Amorim

Luciana Amorim, do partido Unidade Popular (UP), registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seu plano de governo para a disputa ao governo de Goiás. A candidata, que concorre ao cargo ao lado de Caymmi Henrique como vice-governador, apresenta um documento de 25 páginas fundamentado em diagnósticos socioeconômicos e na colaboração de movimentos sociais.

O programa prioriza a ampliação da intervenção do Estado na economia, com propostas de reestatização da Celg e dos transportes, além da interrupção de processos de privatização da Saneago.

Gestão Pública e Economia

No campo econômico e social, a candidata propõe a criação de um salário mínimo estadual com valor correspondente ao dobro do piso nacional, além da manutenção de um auxílio emergencial para desempregados. O plano prevê a geração de empregos por meio de frentes emergenciais de trabalho voltadas para a construção de moradias populares, postos de saúde e obras de saneamento.

Educação e Segurança

A pauta educacional foca na expansão do ensino técnico, erradicação do analfabetismo e ampliação de vagas em creches públicas e na Universidade Estadual de Goiás (UEG). O documento defende a valorização dos planos de carreira dos profissionais da área, a realização de novos concursos públicos e a ampliação da escola em tempo integral.

Ambas as áreas de educação e segurança pública compartilham a proposta de desmilitarização, com o fim do modelo militar em colégios estaduais e a desmilitarização das forças policiais.

Saúde e Assistência Social

Para a gestão da saúde, o plano prevê o fortalecimento do SUS e a diminuição da dependência de organizações sociais (OSs) na administração de hospitais estaduais. As metas incluem a expansão da rede de Centros de Saúde da Família, a criação de Centros Regionais de Especialização Médica e o aumento de UPAs no interior do estado.

No âmbito urbano, a candidata propõe a implementação de restaurantes e lavanderias comunitárias, além de projetos de habitação popular utilizando imóveis desocupados, com foco em investimentos nas periferias.

Direitos Humanos e Proteção Social

O programa de governo estabelece a priorização de políticas para mulheres, pessoas negras, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e a população de baixa renda. Entre as medidas específicas, destacam-se:

  • Criação de centros de referência para mulheres vítimas de violência e delegacias especializadas com funcionamento 24 horas;
  • Implementação de programas de prevenção à violência de gênero e assistência jurídica gratuita;
  • Políticas de reparação histórica para a população negra e combate à LGBTfobia;
  • Defesa da legalização do aborto.
Com informações de G1

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