Lula afirma que a ONU atravessa a crise mais severa desde o ano de 2003
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (22), que a ONU vive a crise mais severa desde 2003 por falhar em evitar guerras. O mandatário criticou a inércia do Conselho de Segurança e o uso do direito de veto durante pronunciamento na Assembleia Geral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (22), que a Organização das Nações Unidas (ONU) atravessa a crise mais severa desde 2003. Durante pronunciamento na Assembleia Geral, o mandatário brasileiro declarou que a instituição falha em sua missão primordial de evitar guerras, o que resultou em um nível inédito de perda de credibilidade.
Críticas ao Conselho de Segurança
Lula manifestou indignação quanto à incapacidade da ONU em proteger populações vulneráveis que não possuem poderio militar. Para o presidente, a comunidade internacional tornou-se refém da inércia do Conselho de Segurança, órgão que, segundo ele, não cumpre a função para a qual foi criado.
O governante resgatou um posicionamento histórico do Brasil, lembrando que, já em 1946, o país alertava sobre os riscos do direito de veto. Na visão de Lula, esse mecanismo permitiu que grandes potências agissem com insensatez, prejudicando a governança global.
Agenda em Nova York
A participação na tribuna ocorreu logo no início da sessão, precedendo a fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Antes do discurso, Lula manteve uma reunião com o secretário-geral da ONU, António Guterres.
A agenda na cidade norte-americana incluiu, na segunda-feira (21), encontros com:
- Yamandú Orsi, presidente do Uruguai;
- Zohran Mamdani, prefeito de Nova York;
- Bernie Sanders, senador americano.
O retorno ao Brasil está programado para esta terça-feira, com partida de Nova York às 13h50 (horário local) e chegada prevista a Brasília às 23h40.