Política

Lula afirma que governo federal está preparado para enfrentar os efeitos do El Niño

27 de Maio de 2026 às 15:03

O presidente Lula afirmou, em Manaus, que o governo federal está preparado para os efeitos do El Niño. Na ocasião, anunciou investimentos da Petrobras superiores a R$ 2 bilhões na região e informou que a companhia está próxima de confirmar reservas de petróleo na Foz do Amazonas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (27), que o governo federal está preparado para enfrentar os efeitos do El Niño, embora tenha classificado a natureza como um elemento incontrolável. A declaração ocorreu durante entrevista ao programa Jornal do Amazonas 1ª edição, da Rede Amazônica, em Manaus, após a participação do presidente em um evento que anunciou investimentos superiores a R$ 2 bilhões do sistema Petrobras na região.

O cenário climático é monitorado por modelos internacionais que indicam a possibilidade de um El Niño forte ou muito forte entre 2026 e 2027, com maior probabilidade de formação de um "super El Niño" no segundo semestre de 2026. O fenômeno, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, altera regimes de temperatura e pluviosidade, geralmente resultando em secas no Norte e Nordeste e chuvas acima da média no Sul do Brasil. Uma nota técnica do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), enviada à Casa Civil e ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), alerta que tais condições podem elevar os riscos de eventos extremos no país, apesar de persistirem incertezas sobre se a intensidade será moderada ou forte.

Ainda em Manaus, o presidente abordou a prospecção de petróleo na Foz do Amazonas, na costa do Amapá. Lula declarou que a Petrobras está próxima de anunciar a confirmação da existência de reservas na área, ressaltando que os estudos e aprovações necessárias já foram concluídos. O presidente destacou a expertise da companhia em prospecção de águas profundas como fator de segurança para a extração responsável dos recursos.

Sobre a gestão econômica desses ativos, o governo defende que a riqueza proveniente de eventuais descobertas de petróleo ou gás não se restrinja ao Amapá, mas beneficie todos os estados da região Norte.

No campo da energia, o presidente reiterou o compromisso de universalizar o acesso à eletricidade no Brasil, com foco na transição energética e no estímulo a fontes renováveis, visando a substituição de termelétricas a óleo diesel. Lula também incentivou a instalação de data centers estrangeiros no país, mencionando investimentos de empresas chinesas no Ceará, além do interesse de companhias americanas e indianas, visando consolidar o Brasil como destino estratégico para esse tipo de investimento global, desde que não utilizem a energia produzida internamente.

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