Lula amplia vantagem e lidera simulação de primeiro turno com 39% dos votos, diz Quaest
Lula lidera simulação de primeiro turno com 39% das intenções de voto, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10). Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar com 29%
O presidente Lula (PT) ampliou sua vantagem na corrida presidencial, liderando a simulação de primeiro turno com 39% das intenções de voto, segundo levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira (10). O senador Flávio Bolsonaro (PL) ocupa a segunda posição, com 29%, estabelecendo uma diferença de dez pontos percentuais entre os dois nomes.
O cenário atual reflete um impasse no campo da direita e centro-direita. Apesar do desgaste de Flávio Bolsonaro, nenhum outro nome desse espectro político conseguiu crescer de maneira consistente para ocupar o espaço. Somados, os candidatos de direita e centro-direita que não fazem parte do bolsonarismo detêm apenas 12% das intenções de voto.
Nesse grupo de alternativas, Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) registram 3% cada, enquanto Romeu Zema (Novo) e Aécio Neves (PSDB) — testado pela primeira vez — aparecem com 2%. Devido à margem de erro de dois pontos percentuais, esses candidatos encontram-se em empate técnico.
A queda de força de Flávio Bolsonaro coincide com a primeira pesquisa após a divulgação de mensagens em que o senador solicitava recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. A repercussão negativa desse episódio é evidenciada pelos dados: 65% dos entrevistados consideram a atuação do senador no escândalo do Banco Master como um erro, e 58% veem a situação como um possível indício de irregularidade.
Além disso, a vantagem de Lula é atribuída aos impactos políticos de medidas dos Estados Unidos após a reunião do senador com Donald Trump e à melhora na percepção do governo federal, motivada por ações econômicas como o programa Desenrola e a ampliação da isenção do Imposto de Renda.
A análise dos segmentos de eleitores revela que Flávio Bolsonaro mantém a hegemonia entre os bolsonaristas, concentrando 94% das intenções de voto. Contudo, entre eleitores de direita que não se identificam com o bolsonarismo, a fragmentação é maior: Flávio lidera com 59%, seguido por Renan Santos, com 11%, Lula, com 10%, e Caiado, com 6%.
A mudança mais significativa ocorreu entre os eleitores independentes, que migraram a preferência de Flávio para Lula. No primeiro turno, nesse grupo, o presidente registra 28% contra 14% do senador, enquanto Caiado e Aécio Neves somam 6% e 4%, respectivamente. Em uma simulação de segundo turno entre os independentes, Lula atinge 37% e Flávio 24%, com 30% dos entrevistados declarando que não votariam em nenhum dos dois.
O resultado indica que, embora Flávio Bolsonaro continue como a principal figura da oposição, o sobrenome atua simultaneamente como um suporte inicial e como um limitador de crescimento. Enquanto isso, os demais nomes da direita ainda carecem de reconhecimento e força nacional para substituí-lo na liderança do campo conservador.