Política

Lula assume liderança em simulação de segundo turno para a Presidência segundo a Quaest

14 de Junho de 2026 às 06:05

Lula lidera simulação de segundo turno para a Presidência com 44% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro, segundo a Quaest. O cenário indica queda de apoio ao senador do PL em diversas regiões, faixas etárias e perfis socioeconômicos

Lula assume liderança em simulação de segundo turno para a Presidência segundo a Quaest
Carlos Moura/Agência Senado

O presidente Lula assumiu a liderança na simulação de segundo turno para a Presidência da República, com 44% das intenções de voto contra 38% do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro. Os dados, levantados pela Quaest, indicam que o cenário mudou em junho, após um período de empate técnico que se prolongava desde março.

A queda de apoio ao senador do PL é observada em recortes demográficos e regionais específicos. No Sudeste, que engloba os colégios eleitorais de São Paulo e Minas Gerais, Flávio Bolsonaro perdeu a liderança que chegou a ser de 12 pontos em abril, situando-se agora em empate técnico com Lula. Movimentação semelhante ocorreu no agregado Centro-Oeste/Norte, onde a vantagem do pré-candidato do PL reduziu de 14 pontos, no mês anterior, para apenas 2 pontos atualmente.

No perfil dos eleitores, Lula apresenta vantagem numérica em todas as faixas etárias. Flávio Bolsonaro perdeu a liderança no grupo de 16 a 34 anos, enquanto entre pessoas de 35 a 59 anos, sua intenção de voto caiu de 40% para 38%. No estrato de eleitores com mais de 60 anos, o senador recuou de 38% para 37%.

A perda de força também é evidente entre o eleitorado masculino, onde a vantagem de 8 pontos de Flávio em maio foi reduzida, resultando em um empate técnico com 44% contra 41% de Lula. Entre os evangélicos, a diferença entre os dois nomes caiu de 37 para 21 pontos, embora o senador ainda lidere nesse segmento.

Quanto à renda e escolaridade, Lula inverteu a vantagem sobre Flávio Bolsonaro entre eleitores que ganham de 2 a 5 salários mínimos. No grupo com renda superior a 5 salários, o senador recuou de 51% para 46%, mantendo uma liderança de 12 pontos sobre o presidente. No quesito educação, Lula lidera por 7 pontos entre quem possui Ensino Fundamental e atingiu empate técnico nas demais categorias. Entre eleitores com Ensino Superior, a vantagem de Flávio, que era de 15 pontos em maio, caiu para 3 pontos.

O declínio na popularidade do senador coincide com a divulgação de sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, que teria transferido R$ 61 milhões a Flávio para financiar a cinebiografia "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro. Além disso, o período entre maio e junho foi marcado por decisões do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, que classificou o PCC e o CV como organizações terroristas e elevou tarifas sobre produtos brasileiros, medidas anunciadas após visita de Flávio Bolsonaro a Washington.

Felipe Nunes, diretor da Quaest, observa que a retração do apoio a Flávio Bolsonaro ocorre em segmentos que não possuem, necessariamente, identificação com Lula.

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