Política

Lula critica a extrema direita e defende a cooperação educacional entre Brasil e países africanos

25 de Maio de 2026 às 15:04

O presidente Lula criticou a extrema direita e defendeu a cooperação entre universidades brasileiras e africanas em fórum em Brasília. O governante alertou sobre o colonialismo digital e a concentração de algoritmos, além de reiterar a oposição ao uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais

Lula critica a extrema direita e defende a cooperação educacional entre Brasil e países africanos
Reprodução/Canal Gov

Durante fórum realizado em Brasília com reitores de universidades brasileiras e de nações africanas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a atuação da extrema direita, afirmando que esse grupo tenta silenciar estudantes e professores, nega a ciência e censura a arte por receio de que a educação promova a conscientização popular. O evento ocorreu em celebração ao Dia da África.

Lula associou o desenvolvimento do pensamento crítico ao combate ao racismo, à misoginia, à xenofobia, a todas as formas de discriminação e à luta anticolonial. No discurso, destacou o papel das universidades como centros de resistência contra os horrores de guerras e citou Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, ao referenciar a educação como o instrumento mais potente para transformar o mundo. O presidente defendeu, ainda, a cooperação entre instituições de ensino do Brasil e de países africanos para fomentar o desenvolvimento das nações mais pobres do continente.

O presidente também abordou a questão tecnológica, classificando o colonialismo digital como uma ameaça imediata e real. Embora tenha definido a inteligência artificial como uma ferramenta estratégica, Lula alertou que algoritmos concentrados em poucas empresas e países tornaram-se instrumentos de dominação, ressaltando que a superação de carências crônicas depende de investimentos em infraestrutura digital.

No contexto político, o petista reiterou sua oposição ao uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais, prática que já rejeitou para sua própria candidatura. Lula busca a reeleição em outubro para um quarto mandato na Presidência da República.

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