Política

Lula decide não comparecer à Marcha para Jesus para evitar percepção de vantagem política

04 de Junho de 2026 às 15:20

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compareceu à Marcha para Jesus, em São Paulo, nesta quinta-feira. O advogado-geral da União, Jorge Messias, representou a Presidência no evento. O governador Tarcísio de Freitas, o prefeito Ricardo Nunes e o senador Flávio Bolsonaro também participaram da manifestação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por não comparecer à Marcha para Jesus, realizada nesta quinta-feira (4), feriado de Corpus Christi, em São Paulo. Em diálogo telefônico com o bispo Estevam Hernandes e o advogado-geral da União, Jorge Messias, o mandatário justificou a ausência para evitar a percepção de que utilizaria um evento sagrado para obter vantagens políticas.

A representação da Presidência na manifestação, que reuniu milhares de fiéis, ficou a cargo de Jorge Messias. O advogado-geral da União acompanhou a caminhada do alto de um trio elétrico, que partiu da estação da Luz, no centro da capital, com destino à Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB), na Zona Norte. No local, a agenda prevê discursos, orações e apresentações de artistas gospel, como Aline Barros, Gabriela Rocha, Isadora Pompeo, Thalles Roberto e Renascer Praise, com encerramento programado para as 21h.

O evento contou com a presença de outras autoridades e figuras políticas, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito Ricardo Nunes. O senador Flávio Bolsonaro também participou da marcha e, em pronunciamento à multidão, afirmou que o Brasil atravessa uma guerra espiritual, declarando que o mal será removido do governo federal ainda este ano.

Tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro são pré-candidatos à Presidência no pleito de outubro. Historicamente, o presidente Lula foi o responsável por sancionar, em setembro de 2009, a lei que instituiu o Dia Nacional da Marcha para Jesus.

Com informações de G1

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