Lula defende que atuação de ministros do STF deve ser pautada pela dignidade e dedicação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a conduta ética de ministros do STF durante ato em Curitiba. O evento ocorreu sob investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o ministro Alexandre de Moraes e o ministro André Mendonça. O cenário inclui apurações sobre fraudes no Banco Master
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, neste sábado (12), que a atuação de magistrados no Supremo Tribunal Federal (STF) deve ser pautada pela dignidade e dedicação, comparando o cargo a um sacerdócio. Durante ato político em Curitiba (PR), o presidente afirmou que a posição na Corte Suprema não deve ser utilizada como meio para o enriquecimento, ressaltando que, devido ao caráter definitivo das decisões do tribunal, os ministros precisam manter um padrão de comportamento superior à média da sociedade.
Investigações e transparência institucional
A fala do presidente ocorreu em um contexto de questionamentos envolvendo membros do Judiciário e figuras próximas ao governo. Lula reiterou que seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, não contará com proteções institucionais. Lulinha é alvo de três inquéritos no STF, incluindo uma apuração sobre suposto tráfico de influência e corrupção em tentativa de firmar contrato com o Ministério da Saúde para a entrega de medicamentos de canabidiol ao SUS.
No âmbito do STF, revelações recentes apontam que o ministro Alexandre de Moraes trocou mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, discutindo a possibilidade de a Polícia Federal deflagrar uma operação contra o próprio empresário. Além disso, metadados e registros digitais indicam a participação de Moraes na edição de um contrato de serviços advocatícios, no valor aproximado de R$ 130 milhões, firmado entre o empresário e o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes.
Desdobramentos no Judiciário e Setor Financeiro
O cenário envolve ainda o ministro André Mendonça, responsável pelas investigações do Caso Master. No início do mês, Mendonça anunciou sua saída da sociedade do Instituto Iter, entidade educacional fundada em 2024. O magistrado informou que transferirá a totalidade de suas cotas e as de sua esposa sem contrapartida financeira, alegando que jamais lucrou com a instituição.
Durante o comício, Lula criticou a oposição, afirmando que, em 2019, um "agiota" foi transformado em banqueiro, referindo-se a Daniel Vorcaro. O empresário está no centro de investigações sobre uma fraude bilionária no Banco Master, escândalo que gera repercussões no sistema financeiro, na política e no Poder Judiciário.