Política

Lula defende vínculo pessoal com Donald Trump para evitar novas tarifas comerciais contra o Brasil

17 de Maio de 2026 às 09:01

Lula defendeu, em entrevista ao The Washington Post, a manutenção de vínculos positivos com Donald Trump para evitar tarifas comerciais e atrair investimentos. O presidente afirmou que não se submeterá a determinações dos EUA e pleiteou a retirada de sanções a Cuba

Em entrevista ao jornal The Washington Post, publicada neste domingo (17), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a manutenção de um vínculo pessoal positivo com Donald Trump seja o caminho para evitar a aplicação de novas tarifas comerciais contra o Brasil. O presidente acredita que a cordialidade com o chefe da Casa Branca também pode facilitar a atração de investimentos norte-americanos e assegurar o respeito aos preceitos democráticos.

Apesar da busca por diálogo, Lula afirmou que não pretende se submeter às determinações dos Estados Unidos, reiterando a postura que tem adotado em pronunciamentos internos. O presidente destacou divergências pontuais com a gestão Trump, mencionando sua oposição a um conflito com o Irã, a discordância quanto à intervenção na Venezuela e a condenação ao genocídio na Palestina.

No plano regional, o governo brasileiro defende que Washington trate a América Latina como parceira, e não como alvo. Nesse sentido, Lula pleiteou a retirada de sanções impostas a Cuba e a interrupção de interferências externas, exemplificando a situação de Nicolás Maduro na Venezuela.

O presidente também abordou a influência global na região, observando que a China expandiu sua presença na América Latina. Lula pontuou que o volume de trocas comerciais do Brasil com a China é atualmente o dobro do registrado com os Estados Unidos, ressaltando que esse cenário não representa a preferência do país.

Esta foi a primeira entrevista concedida por Lula a um jornal após a reunião com Trump em Washington, ocorrida em 7 de maio. Embora tenha citado a visita em pronunciamentos recentes, o material original da fala, publicada inicialmente em inglês, não foi divulgado pela Secretaria de Comunicação da Presidência.

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