Política

Lula define diretrizes de campanha e critica tarifas dos Estados Unidos em convenção do PDT

21 de Julho de 2026 às 06:16

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu diretrizes de sua pré-candidatura à Presidência na convenção do PDT. O discurso abordou a defesa da soberania nacional, a nacionalização da escola em tempo integral e críticas a tarifas dos Estados Unidos e a privatizações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou a convenção nacional do PDT, realizada na noite de segunda-feira (20), para definir as diretrizes de sua campanha em busca de um quarto mandato na Presidência da República. O evento marcou a oficialização do apoio do partido à pré-candidatura do petista.

Soberania e relações internacionais

Um dos eixos centrais do discurso foi a defesa da soberania nacional. O presidente afirmou que as decisões internas do Brasil devem ser tomadas exclusivamente por brasileiros, rejeitando interferências externas.

Lula direcionou críticas aos Estados Unidos após a implementação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros na última semana. O mandatário atribuiu a aplicação dessas taxas a articulações feitas por membros da família Bolsonaro, a quem classificou como "traidores da Pátria".

O presidente citou nominalmente o secretário de Estado americano, Marco Rubio, desafiando-o a montar um comitê de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), assegurando que a defesa da democracia resultará na derrota de seus adversários.

Democracia e gestão pública

Ao abordar o cenário político, Lula contrastou a atual polarização, descrita como baseada no ódio, com períodos anteriores de disputa democrática. Ele relembrou a experiência do país durante os 23 anos de regime militar para enfatizar a importância da recuperação das instituições democráticas.

No campo econômico e administrativo, o presidente criticou as privatizações efetuadas durante a gestão de Jair Bolsonaro. Lula argumentou que, se a Petrobras não tivesse sido privatizada, a companhia teria maior capacidade de mitigar os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços dos combustíveis no Brasil.

Educação e inclusão social

A agenda social foi pautada pela proposta de nacionalização da escola em tempo integral. Para o presidente, a medida é fundamental para a solução dos problemas educacionais do país, oferecendo não apenas ensino, mas segurança e tranquilidade para as famílias. Além disso, o discurso reforçou a necessidade de investimentos contínuos em educação e inclusão social.

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