Lula define disputa eleitoral como embate contra o crime organizado em ato em São Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou apoiadores para a Avenida Paulista após a votação de domingo e classificou a disputa eleitoral como um embate contra o crime organizado. No ato em São Paulo, o petista prometeu mudanças na educação, tecnologia e no sistema de cartões de crédito
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Na reta final da campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou um ato público em São Paulo, neste sábado (3), para definir a disputa política como um embate contra o crime organizado e um "chefe de quadrilha", embora não tenha mencionado nominalmente Flávio Bolsonaro. Na véspera do primeiro turno, que ocorre neste domingo (4), o petista convocou seus apoiadores a intensificarem a busca por votos e a ocuparem a Avenida Paulista após o encerramento da votação, manifestando a expectativa de vencer a eleição ainda na primeira etapa.
Disputas institucionais e investigações
Durante o evento, o presidente relacionou a gestão de Jair Bolsonaro a irregularidades na Previdência, mencionando o banqueiro Daniel Vorcaro. O imbróglio envolvendo o INSS tornou-se um ponto central de atrito entre Lula e Flávio Bolsonaro, sendo utilizado por este último para tentar vincular o presidente e seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, ao escândalo — acusação negada pela defesa de Lulinha.
Sobre Daniel Vorcaro, o relatório da CPMI, bem como a versão alternativa dos governistas, solicitou seu indiciamento. O banqueiro teve uma reunião com Lula no Palácio do Planalto em dezembro de 2024, encontro que não foi registrado na agenda oficial. Em fevereiro, o presidente confirmou a recepção do empresário, ressaltando que a análise sobre o Banco Master seria conduzida tecnicamente pelo Banco Central, sem interferência política.
Propostas econômicas e educação
No campo das políticas públicas, Lula prometeu implementar uma "revolução educacional e tecnológica" em um eventual novo mandato. O presidente também focou em pautas de consumo, defendendo a proibição do envio de cartões de crédito não solicitados pelos bancos, classificando a prática e as taxas de juros atuais como abusivas.
A proposta de restringir a emissão de mais de um cartão de crédito por pessoa, discutida com o Banco Central, gerou reações da oposição. Em resposta, o petista afirmou que seus adversários defendem os interesses de bilionários do setor de operadoras de cartões e reiterou a intenção de "moralizar" o crédito Brasil em seu quarto mandato, sugerindo que o sistema financeiro deveria priorizar investimentos na produção em vez de lucrar com juros elevados.
Mobilização eleitoral
Ao tratar da mobilização de voto, o presidente fez um apelo específico aos eleitores com mais de 70 anos, incentivando-os a votar pensando nas gerações futuras. Lula utilizou a própria idade, 80 anos, para exemplificar que a maturidade não deve ser confundida com incapacidade.