Política

Lula e Donald Trump mantêm interações breves e informais durante cúpula do G7 na França

17 de Junho de 2026 às 12:06

Lula e Donald Trump tiveram interações breves e informais durante a cúpula do G7, na França, nesta terça-feira (16). Não houve reunião bilateral entre os presidentes nem discussões sobre as tarifas de importação dos Estados Unidos contra produtos brasileiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantiveram interações breves e informais nesta terça-feira (16) durante a cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França. Os encontros ocorreram em três momentos distintos: após o discurso de Lula na reunião ampliada do grupo, durante um evento social promovido pelo anfitrião Emmanuel Macron e após uma apresentação musical no hotel onde acontece o fórum.

No primeiro contato, ocorrido no corredor do hotel, Trump cumprimentou o brasileiro perguntando como ele estava e elogiando seu trabalho. Devido à ausência de intérprete no momento, Lula respondeu apenas com um aceno de cabeça. Em outra ocasião, durante a recepção de Macron, os dois conversaram rapidamente por cerca de dois minutos. Ambos também posaram para duas fotos oficiais do G7, embora não tenha havido interação após o primeiro registro.

Apesar da proximidade física, não houve reunião bilateral entre os dois chefes de Estado. Auxiliares de Lula confirmaram que os diálogos foram superficiais e que as pautas governamentais permanecem restritas ao nível ministerial. Não houve discussão sobre as recentes medidas tarifárias impostas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros.

O governo brasileiro busca reverter a implementação de novas taxas de importação. Atualmente, o país tenta evitar que a carga tributária total chegue a 37,5%. A equipe brasileira avalia que a proposta de uma tarifa adicional de 25%, fundamentada por Washington em supostas práticas comerciais desleais, ainda é passível de negociação. No entanto, a sobretaxa de 12,5%, justificada pela falta de medidas contra o trabalho forçado, é considerada consolidada.

Essas movimentações ocorrem após um avanço em novembro de 2025, quando a Casa Branca eliminou uma tarifa de 40% sobre diversos itens exportados pelo Brasil. O país tenta negociar a retirada de impostos desde o ano passado, quando Trump anunciou as primeiras taxas.

Lula participou da cúpula como convidado, já que o Brasil não integra o G7, grupo formado por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Japão e União Europeia. O fórum atua como um espaço de influência política para a discussão de temas globais, como segurança, clima, economia e guerra.

Com informações de G1

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