Lula e Flávio Bolsonaro apresentam estratégias finais após encerramento da propaganda eleitoral gratuita
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro encerraram a propaganda eleitoral gratuita nesta sexta-feira (23). O presidente defendeu a continuidade de sua gestão, enquanto o senador propôs mudanças econômicas e de segurança. A votação ocorre no domingo (25), seguindo o cronograma do TSE
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Com o encerramento da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV nesta sexta-feira (23), os candidatos ao segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), apresentaram suas estratégias finais antes da votação de domingo (25), conforme o cronograma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Estratégias de campanha e propostas
O presidente Lula defendeu a continuidade de seu projeto político, argumentando que o Brasil apresenta melhoras em relação ao início de sua gestão. Em seu pronunciamento, o petista destacou a redução da inflação, a queda do desemprego e a recuperação das relações internacionais do país. Embora tenha admitido a necessidade de novos avanços, o presidente focou na construção de uma nação mais justa e com oportunidades amplas.
Já Flávio Bolsonaro posicionou sua candidatura como a alternativa de mudança. O senador associou sua proposta à segurança das famílias e à prosperidade econômica, criticando o cenário atual de endividamento da população. O candidato do PL enfatizou que a escolha do eleitor terá impactos nas próximas décadas e incentivou a mobilização de amigos e familiares para a ida às urnas, reforçando o caráter secreto do voto e a rejeição a ameaças.
Embates e críticas institucionais
A propaganda do governo utilizou parte de seu tempo para questionar o histórico de Flávio Bolsonaro. O material destacou a atuação do senador como advogado de um policial militar acusado da morte de Ana Clara, criança de 5 anos assassinada em 2021, em Niterói. O texto mencionou que, apesar de recursos assinados por Bolsonaro ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a Justiça manteve a decisão de levar o policial ao Tribunal do Júri, processo marcado para maio de 2027.
Além disso, a campanha de Lula apontou riscos sociais em uma eventual vitória do PL, citando:
- A possibilidade de cortes de R$ 250 bilhões no orçamento, o que impactaria aposentadorias, salários e programas como o Bolsa Família e o Farmácia Popular;
- A defesa da privatização da Petrobras, que, segundo a propaganda, elevaria o preço dos combustíveis;
- A posição contrária do senador à ampliação da licença-maternidade durante seu mandato como deputado estadual;
- A interlocução com empresários para manter a escala de trabalho 6x1.
Em contrapartida, Flávio Bolsonaro evitou citar o nome do presidente durante sua fala. O senador concentrou seu discurso na oposição ao modelo de gestão atual, contrastando o medo da violência com a promessa de que a população passaria a ser temida pelos criminosos.
Encerramento e mobilização
O programa do senador foi finalizado com a exibição de depoimentos de apoiadores e a recitação de uma oração do Pai-Nosso, encerrando com uma mensagem de fé e esperança para a nação.
O presidente Lula concluiu sua participação com agradecimentos aos apoiadores nas redes sociais e nas ruas, criticando a possibilidade de a segurança pública ser gerida por milicianos e convocando a população para a votação de domingo.