Lula e Flávio Bolsonaro apresentam propostas divergentes para a segurança pública no Rio de Janeiro
Lula e Flávio Bolsonaro apresentaram estratégias de segurança pública no Rio de Janeiro. O petista propõe ampliar a atuação federal e a gestão prisional, enquanto o candidato do PL defende a tipificação de grupos como narcoterroristas e a redução da maioridade penal
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Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) apresentaram, neste sábado (22), suas estratégias para a segurança pública durante agendas de campanha no Rio de Janeiro. Enquanto o petista foca na ampliação da atuação federal e na gestão do sistema prisional, o candidato do PL propõe a tipificação de grupos criminosos como narcoterroristas e mudanças na legislação penal.
Estratégias de combate ao crime e gestão federal
Lula defendeu a retomada de territórios dominados por facções criminosas e a prisão de infratores. Para viabilizar essa ação, o candidato destacou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) enviada ao Congresso, que visa aumentar a participação da União na segurança pública. Caso o Senado aprove a medida, o plano é recriar o Ministério da Segurança Pública e intensificar a preparação da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O candidato também questionou a eficiência financeira do sistema penitenciário. Lula comparou os custos de manutenção, apontando que um detento em unidade de segurança máxima consome R$ 40 mil anuais, enquanto em cadeias comuns de São Paulo o valor é de R$ 35 mil, utilizando esses dados para justificar a necessidade de uma nova estratégia de combate ao crime.
Classificação de narcoterrorismo e maioridade penal
Em evento no Maracanãzinho, onde participou do lançamento da candidatura de Douglas Ruas ao governo do estado, Flávio Bolsonaro propôs classificar o PCC e o Comando Vermelho como grupos narcoterroristas, medida já registrada em seu plano de governo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato criticou a expansão das organizações criminosas, mencionando o uso de drones equipados com bombas e o treinamento de crianças para operar tais dispositivos.
No campo legislativo, Flávio defendeu a redução da maioridade penal para 14 anos em crimes de estupro, além da aplicação de castração química para abusadores de mulheres e crianças. O candidato também manifestou a intenção de aprovar a anistia para os condenados pelos atos de 8 de Janeiro, contando com o apoio de Carlos Jordy e Portinho, candidatos do PL ao Senado.
Outras pautas e candidaturas
Além da segurança, Lula apresentou propostas para a educação, com a promessa de universalizar o ensino em tempo integral em escolas públicas e expandir os institutos federais, mantendo programas como Prouni e Fies. Na área de tecnologia, defendeu investimentos em inteligência artificial desenvolvida para a língua portuguesa e adaptada à realidade brasileira.
Outros candidatos também registraram posicionamentos no sábado:
- Renan Santos (Missão): Iniciou a campanha na Faculdade de Direito da USP utilizando colete à prova de balas. Defendeu o enfrentamento aos "inimigos da nação" e criticou a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro.
- Romeu Zema (Novo): Propôs uma nova reforma da Previdência, sugerindo o aumento do tempo de contribuição para novos ingressantes no mercado de trabalho, adequando a lei ao aumento da expectativa de vida para evitar reformas sucessivas.