Política

Lula e Flávio Bolsonaro concentram agendas finais de campanha na região Sudeste

02 de Outubro de 2026 às 13:07 2 min de leitura

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro concentram as agendas finais de campanha no Sudeste. O presidente passará pelo Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo, enquanto o senador atuará em Montes Claros e no interior paulista. Pesquisa Datafolha indica 40% para Lula e 39% para Bolsonaro

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concentrarão as agendas dos dois últimos dias de campanha na região Sudeste, área que detém os maiores colégios eleitorais do Brasil. A movimentação ocorre em um cenário de disputa acirrada, onde a última pesquisa Datafolha apontou que Lula subiu de 35% para 40%, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 37% para 39%.

Embora os candidatos estejam em situação de empate técnico no Sudeste, o presidente agora detém a vantagem numérica. Esse resultado motivou a equipe do PT a intensificar a mobilização em Minas Gerais, com o objetivo de superar a votação do senador no estado, baseando-se em levantamentos internos que indicam melhora no desempenho de Lula na região.

Agenda de mobilização

A programação de sexta-feira (2) prevê a passagem de Lula pelo Rio de Janeiro e, no período da tarde, por Belo Horizonte. No mesmo dia, Flávio Bolsonaro cumpre agenda em Montes Claros (MG). Aliados do senador acreditam em uma recuperação final, impulsionada pelos números de Cleitinho Azevedo (Republicanos) na disputa pelo governo mineiro.

No sábado (3), véspera do pleito, ambos os candidatos estarão em São Paulo. O presidente realizará atos na capital paulista, enquanto o senador focará suas atividades no interior do estado.

Comportamento do eleitorado e polêmicas

A estratégia de focar no Sudeste visa atrair o volume de indecisos em uma região onde a diferença entre os postulantes tem sido mínima. Para efeito de comparação, em pesquisa realizada no dia 17 de setembro, Flávio Bolsonaro liderava com 46% contra 42% de Lula, também em empate técnico.

Recentemente, a disputa foi marcada por discussões sobre a suposta ligação de Flávio Bolsonaro a iniciativas para retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. O senador negou a existência de tais projetos, embora a campanha de Lula tenha explorado o tema.

Apesar do embate, os dados do Datafolha mostram crescimento dos candidatos em seus respectivos nichos religiosos:

  • Lula: subiu de 45% para 50% entre os católicos.
  • Flávio Bolsonaro: avançou de 47% para 52% entre os evangélicos.

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