Lula e Flávio Bolsonaro focam em eleitores independentes na reta final do primeiro turno
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) focaram a propaganda eleitoral de terça-feira (29) em atrair o eleitorado independente. O PT propôs zerar impostos da cesta básica e extinguir a escala 6x1, enquanto o PL sugeriu a redução da maioridade penal e a criação do programa Brasil Sem Medo
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/z/j/bAgtokQzyKDFHHh9PvJg/montagem-horizontal-1280x720px-1-.jpg)
A reta final para o primeiro turno das eleições presidenciais é marcada por uma mudança de estratégia nas campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). No horário eleitoral desta terça-feira (29), ambos os candidatos concentraram seus esforços na tentativa de atrair o eleitorado independente, grupo que, segundo a Quaest, representa entre 24% e 36% dos votantes nos estados e deve ser determinante para o resultado.
Propostas e críticas na propaganda do PT
A campanha de Lula abriu a grade de propagandas focando em medidas econômicas e sociais. O candidato comprometeu-se a extinguir a escala 6x1 sem que haja redução nos salários, além de zerar os impostos incidentes sobre a cesta básica e expandir o programa Pé-de-meia. Outro ponto central da peça, narrada em parte pela atriz Débora Bloch, foi a promessa de acabar com as bets no Brasil, medida já anunciada oficialmente pelo presidente na última sexta-feira (25).
No campo das críticas, a propaganda do PT associou a gestão de Jair Bolsonaro a períodos de recessão, desemprego e salários inferiores à inflação. O material também fez referência ao editorial do jornal Estadão intitulado "Flávio e a sombra dos milicianos".
Estratégia e pautas de Flávio Bolsonaro
Já a propaganda de Flávio Bolsonaro, sob o slogan “Agora vai começar o programa Brasil Real”, adotou um tom de questionamento sobre a segurança pública e o custo de vida. A peça destacou o aumento de feminicídios, a violência urbana, a atuação de facções criminosas e a alta de preços nos supermercados, incluindo uma simulação do poder de compra de R$ 100 em alimentos.
Para combater a criminalidade, o candidato propôs a criação do programa Brasil Sem Medo e a classificação de milícias, do Comando Vermelho e do PCC como organizações narcoterroristas. Flávio Bolsonaro defendeu ainda a redução da maioridade penal e a quadruplicação da pena para o roubo de celulares, medidas que exigem a alteração da legislação via Congresso Nacional.
A peça do PL também utilizou depoimentos de cidadãos que votaram em Lula anteriormente, mas afirmaram que não repetirão o voto. Além disso, foram exibidos relatos de eleitores que descartaram candidaturas como as de Caiado ou Cury por considerarem que não teriam força política para vencer a atual gestão.