Lula e Flávio Bolsonaro focam em saúde e debate presidencial no horário eleitoral gratuito
Propagandas do horário eleitoral desta terça-feira (20) focaram em saúde pública e no debate presidencial. Lula propôs centros oncológicos e expansão do SUS, enquanto Flávio Bolsonaro defendeu prontuários eletrônicos e a ampliação do sistema prisional
As propagandas do horário eleitoral gratuito desta terça-feira (20) concentraram-se em propostas para a saúde pública e no desdobramento do debate presidencial realizado no último domingo (18). Enquanto a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) focou em expansões do SUS e críticas à gestão anterior, Flávio Bolsonaro (PL) utilizou trechos do confronto televisivo para se autodeclarar vencedor e atacar o adversário.
Propostas e críticas na campanha de Lula
O programa do presidente Lula priorizou a área da saúde, com a promessa de implementar centros de tratamento oncológico em todos os municípios que possuam mais de 150 mil habitantes. O plano de governo inclui a expansão do Farmácia Popular, a oferta de teleconsultas e exames gratuitos, além da incorporação de canetas emagrecedoras ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A peça contou com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que, devido à sua formação médica, destacou a relevância de serviços como as UPAs e o Samu. A narrativa do programa enfatizou o risco de cortes em programas sociais e retrocessos institucionais caso Flávio Bolsonaro seja eleito.
Para reforçar a crítica ao governo de Jair Bolsonaro, a propaganda exibiu depoimentos de familiares de vítimas da Covid-19. Entre eles, Déa Lúcia, mãe do humorista Paulo Gustavo, que faleceu em 2021, afirmou que a eleição do candidato do PL representaria um retorno a um período capaz de destruir o futuro do país.
Estratégia de Flávio Bolsonaro e segurança pública
A propaganda de Flávio Bolsonaro baseou-se em recortes do debate da TV Bandeirantes, focando em temas como endividamento das famílias e segurança pública. O senador utilizou a peça para acusar Lula de humilhar a população do Rio de Janeiro, ao exibir o momento em que o presidente o chamou de "malandro carioca".
No campo da segurança, a campanha de Flávio criticou a posição de Lula sobre as saídas temporárias de presos, alegando que o petista estaria ao lado de criminosos. Como contrapartida, o candidato do PL apresentou propostas para a construção de novos presídios e a ampliação de vagas no sistema prisional.
Saúde e pautas trabalhistas
Na área da saúde, Flávio Bolsonaro defendeu a implementação de um prontuário eletrônico unificado e a adoção do chamado padrão Einstein. Sobre a pauta trabalhista, o senador justificou seu voto a favor da escala 6x1, alegando ter ouvido as demandas dos trabalhadores.
O encerramento da propaganda apresentou vídeos de manifestações de apoio em estados como Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia, Piauí, Espírito Santo e São Paulo, além de depoimentos de cidadãos que avaliaram positivamente sua performance no debate.