Lula e Flávio Bolsonaro focam mobilização no Sudeste na última semana antes do segundo turno
Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) focam em debates e mobilização no Sudeste na última semana antes do segundo turno, no domingo (25). Pesquisas Datafolha e Quaest indicam equilíbrio técnico, com Flávio entre 46% e 47% e Lula entre 44% e 45% das intenções de voto
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As campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentram seus esforços nos debates e na mobilização popular na última semana antes do segundo turno, marcado para o próximo domingo (25). O foco estratégico recai sobre os estados do Sudeste, região que detém os maiores colégios eleitorais do país.
O cenário atual é de equilíbrio técnico. A pesquisa Datafolha, divulgada no dia 15, aponta Flávio Bolsonaro com 47% e Lula com 45% das intenções de voto. No mesmo sentido, o levantamento da Quaest, do dia 14, indica 46% para o candidato do PL e 44% para o presidente. Enquanto a equipe de Lula acredita na possibilidade de virada, os aliados de Flávio, apesar da confiança, buscam intensificar a mobilização para consolidar a vantagem obtida no primeiro turno, quando o senador superou o petista por 1,87 ponto percentual (cerca de 2,2 milhões de votos).
Estratégias de Flávio Bolsonaro
A coordenação de Flávio Bolsonaro planeja priorizar a resposta a ataques e a divulgação de propostas, utilizando cortes de debates nas redes sociais. O último confronto entre os candidatos ocorrerá na sexta-feira (23), pela TV Globo.
Um ponto central da ofensiva do senador é desmentir a possibilidade de cortes em benefícios sociais, afirmando que seu plano de governo mantém tais programas. A estratégia visa atrair eleitores menos ideológicos, contrastando com a narrativa de Lula, que vincula a defesa de Flávio pela redução de gastos estatais ao risco de cortes sociais.
No campo da mobilização, o senador cumpre a seguinte agenda:
- Domingo (18): Ato na Avenida Paulista, em São Paulo, ao lado de Nikolas Ferreira (PL-MG).
- Sábado (24): Manifestação em Belo Horizonte, também com Nikolas Ferreira, seguida de agenda no Rio de Janeiro.
A campanha também estuda realizar atividades no Nordeste, região onde o adversário possui maior força.
Plano de ação de Lula
A estratégia do PT divide-se entre a atuação nas ruas e o desempenho nos debates. O presidente manterá viagens pelo país, com ênfase no Sudeste, encerrando a campanha com um ato na Avenida Paulista no sábado (24).
Para os debates, Lula aposta em pautas de apelo popular, como:
- Fim da escala 6x1;
- Tarifa zero no transporte público aos finais de semana;
- Ampliação do limite de faturamento e perdão de dívidas para Microempreendedores Individuais (MEIs);
- Criação do programa Pé-de-Meia para universitários.
A aprovação do fim da escala 6x1 pelo Congresso na sexta-feira (16) tornou-se um ponto focal. A medida conta com 61% de aprovação popular, segundo a Quaest. A campanha petista utiliza a mudança de voto de Flávio Bolsonaro — que antes criticava a proposta e depois votou a favor — para acusar o senador de oportunismo.
Mudanças táticas e comunicação
O governo promoveu alterações na coordenação da campanha, trazendo lideranças do Nordeste: Camilo Santana assumiu a coordenação política, Rui Costa ficou responsável pela agenda e Rafael Fonteles coordena a comunicação.
Na esfera digital, Lula adotou vídeos em formato de selfie e a parceria com influenciadores eleitos, como Ana Eliza (PT-MG), Guilherme Cortez (PSOL-SP) e Ana Júlia Ribeiro (PT-PR). Jilmar Tatto, secretário de Comunicação do PT, afirma que a campanha assumiu a iniciativa ao focar em temas do cotidiano da população, deixando de lado discussões sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o caso Banco Master.