Lula e Flávio Bolsonaro intensificam embate sobre economia e custo de vida em programas eleitorais
As campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) intensificaram embates sobre economia e custo de vida a duas semanas do primeiro turno. Pesquisa Quaest indica empate técnico, com 37% para Lula e 33% para Bolsonaro no primeiro cenário. As propagandas focam em propostas de segurança, isenções tributárias e indicadores sociais
As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) intensificaram o embate nos programas eleitorais desta terça-feira (22), focando em narrativas divergentes sobre a economia e o custo de vida. O movimento ocorre a duas semanas do primeiro turno, em um cenário de aproximação estatística entre os candidatos.
De acordo com a pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (21), há um empate técnico em ambos os cenários: no primeiro turno, Lula detém 37% das intenções de voto contra 33% de Flávio Bolsonaro. Em uma eventual segunda etapa, o senador do PL lidera com 42%, enquanto o presidente soma 41%.
Estratégias e propostas de Flávio Bolsonaro
O candidato do PL concentrou sua propaganda em críticas à gestão econômica do atual governo, vinculando a administração petista ao aumento do endividamento e à dificuldade de acesso a alimentos. Flávio Bolsonaro afirmou que o adversário utiliza informações mentirosas para confundir o eleitor e que, em vez de responder a ataques, priorizará a apresentação de propostas.
Na área de segurança pública, o senador propôs:
- Redução da maioridade penal;
- Quadruplicação da pena para roubo de celulares;
- Bloqueio de aparelhos móveis em presídios;
- Construção de cinco presídios federais de segurança máxima.
Institucionalmente, a campanha do senador busca expandir sua votação no Sudeste, atrair o eleitorado feminino e diminuir a vantagem de Lula no Nordeste, apostando no discurso do voto útil.
Contraofensiva e agenda de Lula
A estratégia de Lula prioriza a agenda social e econômica para conter o avanço do adversário. O programa eleitoral rebateu as críticas sobre a qualidade de vida dos brasileiros, sustentando que houve recuperação do poder de compra. Para embasar a tese, a campanha destacou a taxa de desemprego, a gestão de preços de combustíveis via Petrobras e o fato de o salário mínimo subir acima da inflação desde 2023.
Entre as promessas e medidas apresentadas, destacam-se:
- Isenção de impostos para a cesta básica;
- Fim da escala de trabalho 6 por 1;
- Ampliação do programa Pé-de-Meia;
- Criação da Rede Brasil contra o Câncer;
- Isenção de Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil;
- Implementação da reforma tributária.
A propaganda do presidente também buscou vincular Flávio Bolsonaro à gestão de Jair Bolsonaro, criticando a alta de combustíveis e alimentos no governo anterior.
Ajustes de narrativa
A equipe de Lula tenta redirecionar o debate público para afastar o desgaste causado por crises envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) na última semana. Para isso, a campanha tem enfatizado o reajuste do Bolsa Família e a previsão de oferta de canetas para emagrecimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).