Política

Lula e Putin discutem ampliação de relações bilaterais e equilíbrio na balança comercial entre Brasil e Rússia

04 de Agosto de 2026 às 18:01

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Vladimir Putin discutiram a ampliação das relações bilaterais e a cooperação no Brics. O diálogo focou no equilíbrio da balança comercial, fornecimento de insumos e parcerias em ciência, tecnologia e indústria naval. Lula apoiou a candidatura de Michelle Bachelet à Secretaria-Geral das Nações Unidas

Lula e Putin discutem ampliação de relações bilaterais e equilíbrio na balança comercial entre Brasil e Rússia
© RICARDO STUCKERT / PR

Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Vladimir Putin discutiram, em telefonema realizado nesta terça-feira (4), a ampliação das relações bilaterais e a cooperação em fóruns internacionais. A conversa, com duração aproximada de uma hora, teve como foco a busca por um maior equilíbrio na balança comercial, com o interesse do Brasil em elevar o volume de suas exportações para a Rússia.

Cooperação Econômica e Estratégica

Durante o diálogo, foram destacados pontos essenciais para a economia brasileira, como a manutenção do fornecimento de fertilizantes e diesel. Além do comércio de mercadorias, os chefes de Estado manifestaram a intenção de expandir a parceria técnica em setores específicos, abrangendo as áreas de ciência e tecnologia, energia e a indústria naval.

Geopolítica e Multilateralismo

A pauta institucional incluiu a atuação conjunta no Brics, bloco do qual ambos os países fazem parte. De acordo com o Planalto, houve consenso sobre a continuidade do trabalho coordenado em instâncias internacionais, com ênfase na defesa do multilateralismo para promover a cooperação entre diversas nações.

No campo diplomático, o presidente brasileiro reiterou o apoio à candidatura de Michelle Bachelet para a função de Secretária-Geral das Nações Unidas.

Questões Humanitárias

Lula abordou a necessidade de resoluções baseadas no diálogo para a superação de conflitos. O governante manifestou pesar pela perda de vidas humanas, com destaque para as vítimas civis, reforçando a urgência de considerar os aspectos humanitários nas crises globais.

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