Política

Lula lidera intenções de voto contra Flávio Bolsonaro em segundo turno, aponta pesquisa Quaest

10 de Junho de 2026 às 12:13

Pesquisa Quaest indica liderança de Lula contra Flávio Bolsonaro, com 44% contra 38% no segundo turno e 39% contra 29% no primeiro. O estudo, registrado no TSE, ouviu 2.004 pessoas entre 5 e 8 de junho

Um novo levantamento da Quaest, divulgado nesta quarta-feira (10), indica a liderança do presidente Lula (PT) em um cenário de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O resultado, que coloca Lula com 44% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro, é o primeiro registro após a publicidade de áudios do senador direcionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

No primeiro turno, a vantagem do presidente também se mantém, com 39% das intenções de voto, enquanto o senador soma 29%. Entre os eleitores independentes, a diferença no segundo turno é de 13 pontos a favor de Lula. Outro dado do estudo aponta que 46% dos entrevistados concordam com a visão de que as tarifas impostas por Donald Trump representam uma retaliação ao PIX.

A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos e registrada no TSE sob o número BR-07661/2026, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. O estudo apresenta margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%, o que significa que o resultado se repetiria em 95 de 100 simulações dentro da margem estabelecida.

A metodologia aplicada baseia-se em critérios científicos para a seleção de uma amostra que represente a população, utilizando dados do IBGE e do Tribunal Superior Eleitoral para reproduzir características de sexo, idade, renda e escolaridade. O processo de escolha dos entrevistados é aleatório, impedindo que voluntários se ofereçam para participar, a fim de garantir a representatividade.

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, explicou que a finalidade desses levantamentos é identificar padrões na opinião pública para antecipar movimentos do eleitorado, funcionando como um registro do clima da disputa em um momento específico, e não como uma previsão definitiva do resultado final.

O rigor metodológico diferencia a pesquisa da enquete, que carece de critérios de seleção. Um dos desafios atuais dos institutos é lidar com a abstenção, que atingiu 20% dos eleitores (mais de 31 milhões de pessoas) no primeiro turno da eleição presidencial de 2022. Para mitigar esse impacto, questionários agora incluem perguntas específicas para tentar prever se o entrevistado efetivamente comparecerá às urnas.

O debate sobre a composição e o funcionamento desses levantamentos foi retomado na última segunda-feira (8), após o Tribunal Superior Eleitoral decidir pela suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral.

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