Lula lidera intenções de voto para a eleição de 2026 segundo levantamento da Quaest
Pesquisa Quaest indica que Lula lidera intenções de voto para 2026 com 37%, seguido por Flávio Bolsonaro com 29% e Augusto Cury com 10%. Em eventual segundo turno, Lula registra 42% e Flávio 41%. A rejeição é maior para Flávio Bolsonaro, com 55%
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O presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto para a eleição presidencial de 2026, de acordo com levantamento da Quaest divulgado nesta quarta-feira (2). No cenário estimulado para o primeiro turno, o atual mandatário registra 37% das intenções, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), com 29%, e pelo escritor Augusto Cury (Avante), que assume a terceira posição com 10%.
A ascensão de Cury é impulsionada principalmente pelo segmento de eleitores independentes, nos quais ele atinge 24% de preferência, superando Lula (23%) e Flávio Bolsonaro (11%). O desempenho do candidato do Avante o coloca à frente de outros nomes da terceira via, como Renan Santos (Missão), com 3%, e Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), ambos com 1%. O índice de 10% de Cury permanece estável mesmo em simulações que incluem a candidatura de Pablo Marçal (PRTB).
Cenários de voto e rejeição
Em uma eventual disputa de segundo turno, há um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais: Lula aparece com 42% e Flávio Bolsonaro com 41%. A diferença entre os dois candidatos reduziu para um ponto percentual desde meados de agosto, quando a distância era de três pontos.
No quesito rejeição, Flávio Bolsonaro é o candidato mais rejeitado, com 55% dos eleitores que não votariam nele, seguido por Lula, com 53%. Já Augusto Cury apresenta a menor rejeição entre os líderes, com 25%, enquanto a parcela de eleitores que o conhecem e votariam nele subiu de 10% para 21%.
Quanto à convicção do voto, os apoiadores de Lula (80%) e Flávio (75%) afirmam que sua decisão é definitiva. Em contrapartida, a base de candidatos alternativos é mais volátil; 58% dos eleitores de Ronaldo Caiado e 57% dos de Renan Santos admitem que podem mudar de opção até a data da eleição.
Impactos institucionais e percepção econômica
A desaprovação do governo federal permanece em 48%, enquanto a aprovação recuou de 46% para 45% desde agosto. A Quaest atribui esse resultado à percepção econômica da população, especificamente na relação entre renda e custo de vida. Apenas 10% dos brasileiros sentem que a renda cresceu acima do custo de vida, indicando que medidas como a ampliação da isenção do Imposto de Renda e o programa Desenrola não alteraram a percepção negativa da maioria.
Investigações judiciais também impactam a imagem dos principais candidatos:
- Lula: 65% dos entrevistados acreditam que as apurações sobre tráfico de influência envolvendo seu filho prejudicam o presidente (40% avaliam que prejudica muito e 25%, um pouco).
- Flávio Bolsonaro: 64% avaliam que o inquérito sobre o financiamento do filme Dark Horse e a relação com o banqueiro Daniel Vorcaro prejudicam o senador (42% consideram que prejudica muito e 22%, um pouco).
Comportamento do eleitorado
Com a implementação da propaganda eleitoral em rádio e TV e a realização de sabatinas, o número de indecisos no cenário espontâneo caiu de 51% para 42%. Nessa modalidade, Lula lidera com 28%, seguido por Flávio Bolsonaro (20%) e Cury (4%).
Apesar da proximidade do pleito, 62% dos cidadãos declaram ter pouco ou nenhum interesse na eleição. O engajamento é maior entre lulistas (50%) e bolsonaristas (45%), seguido por eleitores de esquerda não lulista (40%) e direita não bolsonarista (39%).
Para a definição do voto, as propostas de governo são o fator decisivo para 45% dos entrevistados, consolidando-se como a prioridade do eleitor brasileiro.