Política

Lula mantém liderança nas intenções de voto enquanto Flávio Bolsonaro registra queda na aceitação

17 de Julho de 2026 às 15:19

Pesquisa Quaest indica que Lula (PT) lidera intenções de voto para o primeiro turno com 40%, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) caiu para 28%. O volume de eleitores indecisos subiu para 11%, e a aprovação do governo federal atingiu 48% em julho

O presidente Lula (PT) mantém a liderança nas intenções de voto para o primeiro turno, com 40%, patamar que permanece estável desde fevereiro, quando registrava 38%. Em simulações de segundo turno, o petista apresenta índice constante de aproximadamente 45% contra qualquer adversário nos últimos cinco meses.

Paralelamente, o senador Flávio Bolsonaro (PL) registrou queda em sua aceitação, recuando de 33% em maio para 28% na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). O declínio coincide com o aumento do volume de eleitores indecisos, que saltou de 5% em maio para 11%.

Oscilação na direita e indecisão do eleitorado

A redução do apoio a Flávio Bolsonaro ocorre após a divulgação de diálogos nos quais o senador solicitava recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro — preso por fraudes bilionárias — para custear a produção do filme "Dark Horse", obra sobre Jair Bolsonaro.

De acordo com a Quaest, a perda de votos do senador não resultou em migração para o presidente Lula nem para outros nomes da direita. Candidatos como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) apresentam baixa visibilidade:
* Renan Santos: 77% dos entrevistados não o conhecem.
* Romeu Zema: 50% de desconhecimento.
* Ronaldo Caiado: 44% de desconhecimento.

Na pesquisa espontânea, esses três nomes praticamente não são citados. Já na estimulada, as intenções de voto variam entre 2% e 4%.

Convicção de voto e cenário eleitoral

A instabilidade é mais acentuada entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro. O percentual de eleitores que afirmam ter a decisão de voto definitiva caiu de 70% em junho para 62% em julho. Em contrapartida, aqueles que admitem a possibilidade de mudar de opinião subiram de 30% para 37%.

O movimento oposto é observado entre os eleitores de Lula, cuja convicção de voto subiu de 71% em junho para 77% em julho, reduzindo para 23% a margem de indecisão.

Entre a direita não bolsonarista, o índice de indecisos na pesquisa espontânea flutuou de 66% em março, caiu para 46% em junho e subiu para 57% agora. Mesmo entre os bolsonaristas, 49% não sabem em quem votar, embora 45% tenham citado Flávio espontaneamente.

Desempenho do Governo Federal

A aprovação da gestão Lula cresceu cinco pontos percentuais nos últimos quatro meses, saindo de 43% em abril para 48% em julho. Esse avanço é atribuído a medidas institucionais e econômicas, como:
* Implementação do programa Desenrola 2.0;
* Ampliação da isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil;
* Debates sobre o fim da escala 6x1.

Apesar da melhora na imagem do governo e da redução da rejeição, a Quaest indica que o presidente atingiu um teto eleitoral, visto que a aprovação governamental não tem se convertido em novo crescimento nas intenções de voto.

Com o início da campanha eleitoral previsto para 16 de agosto, o período de entrevistas e debates será determinante para a apresentação de candidatos com menor reconhecimento popular.

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