Política

Lula nega conhecer empresária investigada pela Polícia Federal por fraudes em aposentadorias do INSS

28 de Agosto de 2026 às 10:45 2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou conhecer a empresária Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal por fraudes em descontos do INSS. Registros em redes sociais indicam vínculos entre ambos, e a PF apura repasses de Luchsinger a Marco Aurélio Santana

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou, em entrevista concedida à TV Globo nesta quinta-feira (27), ter conhecimento de quem seja a empresária Roberta Luchsinger. A declaração ocorre enquanto a Polícia Federal (PF) conduz um inquérito para apurar a realização de descontos ilegais em pensões e aposentadorias de beneficiários do INSS.

Evidências de proximidade

Apesar da negativa do presidente, registros em redes sociais indicam a existência de vínculos. Um levantamento identificou ao menos três fotografias e um vídeo que mostram a empresária ao lado de Lula em diferentes momentos.

Entre os registros, destaca-se um vídeo publicado por Luchsinger em julho de 2022, no qual aparece com o presidente, com a primeira-dama Janja, com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com Fernando Haddad, na época candidato ao governo de São Paulo. Outra publicação, datada de 27 de outubro de 2022, traz uma mensagem de aniversário da empresária endereçada ao petista. Já em agosto de 2023, Roberta compartilhou uma imagem ao lado do presidente e da ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Daniela Teixeira.

Investigações da Polícia Federal

A empresária, que mantém amizade com Fábio Luís Lula da Silva, é alvo de investigações da PF sobre a fraude nos descontos previdenciários. No curso das apurações, a polícia detectou a existência de repasses financeiros feitos por Luchsinger a Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, que atuou como chefe de gabinete da Presidência.

Além disso, a Polícia Federal localizou uma minuta de contrato referente à comercialização de medicamentos à base de canabidiol destinados ao Ministério da Saúde.

Com informações de G1

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