Política

Lula questiona Flávio Bolsonaro sobre defesa de militar suspeito de matar criança em Niterói

24 de Outubro de 2026 às 18:49 2 min de leitura

No debate da TV Globo, Luiz Inácio Lula da Silva questionou Flávio Bolsonaro sobre a morte de uma criança em Niterói, caso em que o senador atua como advogado do suspeito. A mãe da vítima, presente no evento, chamou o candidato de mentiroso e alegou que ele adia o julgamento do processo

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No debate presidencial promovido pela TV Globo, um dos pontos de maior tensão ocorreu quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) questionou Flávio Bolsonaro (PL) sobre a morte de Ana Clara, de 5 anos. A criança foi atingida por um tiro de fuzil no peito durante uma operação policial realizada em Niterói, no ano de 2021.

O embate centrou-se no fato de o candidato do PL atuar como advogado do militar suspeito de ter efetuado o disparo. Durante a interlocução, Lula questionou a motivação de um senador em defender tal conduta e indagou se a região em questão seria o "território da bala".

Reações na plateia e conflitos

A mãe da vítima, Cristiane Gomes da Silva, estava presente no auditório a convite da campanha do PT. Enquanto Flávio Bolsonaro justificava a situação atribuindo o cenário ao domínio de narcoterroristas, Cristiane negou as afirmações e chamou o candidato de mentiroso.

O clima tornou-se hostil quando o senador mencionou o nome da criança, momento em que a mãe gritou que a filha havia morrido. A interação gerou reações divididas na plateia:

  • Convidados de Flávio Bolsonaro solicitaram silêncio repetidamente.
  • Cristiane manteve as acusações de mentira enquanto ouvia a resposta do senador.
  • Aliados do candidato ao PL chegaram a gritar "cala a boca" quando a mulher voltou a contestar a fala de Flávio, que afirmou que ajudaria a identificar o autor do tiro.

Denúncias pós-debate

Após o encerramento do evento, Cristiane Gomes da Silva afirmou que a pergunta feita não foi respondida pelo candidato. A mãe da menina denunciou que a Polícia já possui a identificação do responsável pelo disparo e alegou que o julgamento do caso não ocorreu devido a ações de Flávio Bolsonaro para adiar o processo.

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